Por Adão Oliveira Fausto Silva, o polêmico apresentador da Globo, com suas frases feitas e piadas de mau gosto, foi um sucesso ontem à noite, em Porto Alegre, falando para um público que, nem sob tortura, admite assisti-lo nas tardes de domingo.
Por considerá-lo um chato!
Puro preconceito!
A convite da Associação Riograndense de Propaganda, Faustão veio a Porto Alegre, para abrir a Semana de Comunicação da entidade.
Ele chegou, segunda-feira, pela manhã, na cidade, jactou-se em festejadas entrevistas pelos veículos da RBS, durante todo o dia, e, no início da noite, correu para a galera no Sheraton Hotel.
Lá, Faustão cometeu uma palestra interativa que lotou um dos salões do Sheraton. Mais de quatrocentas pessoas se reuniram para assisti-lo. A distribuição de senhas foi encerrada rapidamente e os ingressos, distribuídos gratuitamente ao público, foram esgotados em menos de duas horas.
A promoção foi um sucesso! Na real, Faustão é o cara. Há muitos anos, ele é líder de audiência no horário, apesar das críticas que lhe são reservadas pelos intelectuais, especialmente os sempre criativos e geniais publicitários brasileiros.
Agora, essa parte da intelectualidade se rende ao talento do robusto apresentador, ao trazê-lo para um bem-humorado talk-show. Faustão brilhou, mostrando à distinta platéia que o programa tem um formato brega, mas que o apresentador tem muito mais a oferecer do que os recados que manda para as suas tele-espectadoras: “A senhora aí, que tá vendo o gordo do seu marido pinguço, dormindo e roncando nesse sofá véio”, ou então, no vídeo-cassetadas: “Olha lá a buzanfa da véia gorda…”. Essas provocações rasteiras que faz com o seu público leva boa parte da população a considerar o seu programa como lixo cultural.
O povão não acha assim. Especialmente no Brasil de Dentro, milhões de tele-espectadores, cansados de uma vida sofrida, “morrem de dar risadas” no “Te vira nos trinta” ou choram solidariamente com a história dura de seus ídolos, protagonistas do melodrama “Arquivo Confidencial”, quadro que comove a família inteira.
É uma choradeira só!
Na sua apresentação, na abertura da Semana da Comunicação, os privilegiados que conseguiram assisti-lo, aplaudiram-no de pé.
Não faltaram as suas tradicionais piadas que provocaram “frouxos de riso” no público.
Falando sério, Faustão, num ataque à própria Globo, disse que o programa Big Brother é uma imbecilidade do início ao fim: “A televisão deveria juntar todos os tipos de contrastes, unir gente gorda, magra, bonita e feia, e não colocar um bando de bonitinhos sem nada na cabeça tomando sol numa piscina e gastando um monte de dinheiro. Essas atrações deveriam mostrar exemplos de vida e de pessoas que conseguiram vencer num país, o qual nem educação oferece direito”, disse ele.
E, por fim, ensinou: “Não basta fazer rir e chorar, comandar um programa de entretenimento, tem que ter responsabilidade social”.
A elite delirou

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