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Gracinhas na Rádio Gaúcha

Por José Luiz Prévidi Se deixarmos gauchismos de lado, foi mais do que saudável a compra das rádios Guaíba, TV Guaíba e Correio do …

Por José Luiz Prévidi

Se deixarmos gauchismos de lado, foi mais do que saudável a compra das rádios Guaíba, TV Guaíba e Correio do Povo pela Rede Record. Sabia que os veículos da Caldas Júnior estavam sucateados, mas os profissionais, principalmente das emissoras, as mais prejudicadas, jamais tornaram públicas as dificuldades. Nem mesmo as diárias irrisórias eram comentadas. Estou com a impressão que os novos diretores são da área e conhecem do riscado, ao contrário do doutor Carlos Ribeiro e seu fiel sobrinho, que, mesmo há anos no batente, não conseguiram entender nada de comunicação.

O pessoal dos departamentos de esportes – na verdade, de futebol – das rádios tem um comportamento muito curioso. Além de buscarem sempre uma informação exclusiva, nem que seja um problema no dedão do pé de um jogador, costumam vestir a camiseta da emissora. Agem, como se dizia há décadas, de maneira “patronal”, defendendo a rádio em que trabalham passionalmente. O ouvinte, aquele fanático por futebol, já se acostumou com isso e até participa desse jogo. Um jogo bobo, na verdade, porque mesmo com a camiseta da empresa colada no corpo, o profissional vai para o olho da rua, quando assim for decidido, mesmo que tenha um trabalho impecável.

Ontem dei uma nota sobre as brincadeiras sem graça que alguns repórteres, comentaristas e apresentadores da Rádio Gaúcha estavam fazendo sobre a participação da Record no mercado gaúcho. Como a Record é um grupo do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, o prato para os engraçadinhos estava servido. Piadinhas sem graça e os radialistas e jornalistas da Gaúcha riram muito com as brincadeirinhas, dignas de um imbecil semi-analfabeto. (Aliás, também não entendo a razão das notícias em jornais e sites sempre  deixarem “claro” que a Caldas Júnior agora “é do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal”, como se isso fosse um demérito.)

Sobre os engraçadinhos. Recebi vários e-mails de leitores contando mais e mais piadinhas nojentas, feitas pelos ocupantes de cargos na Rádio Gaúcha. A ponto de chamarem o Luiz Carlos Rech, chefe de Esportes da Guaíba e  Jornalista do Ano no “Prêmio Press 2006″, de “Luiz Carlos Reze”. Eles são furiosos com o Reche, porque já foi convidado várias vezes para trabalhar na Gaúcha e jamais topou a troca, algo incompreensível para luminares do jornalismo da RBS. Duvido que um profissional da categoria do Cyro Martins, gerente de jornalismo da Rádio Gaúcha, tenha aprovado este tipo de idiotice de seus comandados. Ou talvez o pessoal do futebol tenha autonomia. Sei lá. Ou, quem sabe, a direção da RBS adora o humor de seus contratados.

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