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Haja coração!

Por Mário Rocha O Dia Mundial do Coração acontece em todos os 29 de setembro e o 29 de setembro já passou, garante a …

Por Mário Rocha

O Dia Mundial do Coração acontece em todos os 29 de setembro e o 29 de setembro já passou, garante a folhinha presa na parede. Pelo Brasil inteiro se proliferaram os alertas em todas as plataformas da mídia para a importância da prevenção das doenças cardíacas. Evitar o estresse continuado é uma das recomendações mais incisivas.

Mas, como evitar o estresse continuado? É, como evitar – alguém dê a fórmula mágica urgente – se estamos em meio ao julgamento do Mensalão e das urnas, se o cenário político internacional está mais bagunçado que quarto de adolescente, se o ouro emplaca como melhor aplicação do ano ante os calafrios do Sr. Mercado, se o Inter não consegue desempenho real ante o velho Cruzeiro e o Grêmio com Neymar em campo joga mais do que com ele no vestiário ou no cabeleireiro, se os carros só se movem com alguma velocidade em Tarumã mas não chegam a parte alguma enquanto a gente bufa de raiva engarrafado tanto nas grandes vias expressas (expressas?) quanto em qualquer ruazinha de meia tigela, se numa hora o Minuano congela e na outra o Sol tosta, se ninguém guarda nos cofres dos bancos os explosivos destinados às pedreiras e eles acabam fazendo BUM! nos bancos, se por dá cá aquela palha a faca corta a palavrão e a bala fura a faca e com palavrões, facadas e balaços, além de bordoadas a mancheias, vai crescendo a violência?

Vejo e ouço que a boa intenção da Organização Mundial da Saúde repercutiu em mais de 100 países. Bah, que bom! Será que 17,3 milhões de pessoas vão deixar de morrer a cada ano graças a uma maravilhosa conscientização popular alavancada por jornais e revistas, emissoras de rádio e televisão, espaços noticiosos da internet e bem aventuradas trocas de mensagens nas redes sociais? A estatística brasileira de 300 mil mortes anuais por doenças cardíacas tende a zerar? Ou a nossa total incapacidade de redução efetiva dos tensionamentos é o que vai seguir unindo as populações, independente das linhas fronteiriças físicas ou metafísicas?

Vai fundo, jornalista! Não esmoreça. Mesmo que pareça estar dando murro em ponta de faca quando entinta a página com a palavra amiga dos especialistas e os bons exemplos de quem teve uma explosão interna de bom senso. Talvez, apenas talvez, um dia só morrerão do coração aqueles e aquelas com insuportáveis amores não correspondidos.

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