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Lei do Outdoor

Por Luis Arruda Como todos sabem, a Lei do Outdoor, sem dúvida, limita as ações das marcas na tentativa de atingir e conquistar o …

Por Luis Arruda

Como todos sabem, a Lei do Outdoor, sem dúvida, limita as ações das marcas na tentativa de atingir e conquistar o consumidor prejudicando, aparentemente, as agências de publicidade, os anunciantes e também o próprio público-alvo.

Entretanto, os outdoors, placas, painéis, faixas, banners, pinturas em muros, táxis, ônibus e bicicletas são uma parte muito pequena da verba dos grandes anunciantes e dentro de uma campanha de porte servem muito mais como ferramenta de apoio estratégico.

Em uma primeira análise, é um pouco óbvio pensar que a verba será transferida para promoções, porém, vale lembrar que ainda existem outros tipos de mídia. O importante é utilizar este momento para provar aos clientes que as ações promocionais podem suprir muito bem, não só estes meios, como também todas as outras mídias que são utilizadas. Por isso, as agências de MKT promocional tendem a aproveitar este cenário para desenvolver projetos que possam ter resultados reais e mensuráveis, com a intenção de substituir grande parte da verba anteriormente direcionada para a mídia.

Aliás, a verba destinada à mídia já vem caindo faz algum tempo, mas ainda representa grande parte do volume total destinado ao marketing das empresas. Acredito que, em 5 anos, outros meios de chegar ao consumidor, que não seja mídia, já serão maioria no planejamento de comunicação das empresas.

Hoje já vemos grandes agências de publicidade trabalhando com marketing promocional, direto e viral, com o objetivo de não abrir mão das verbas que migram para outras ações mais eficientes e pontuais.

A verdade, é que cada vez mais surgem novas idéias e novos conceitos de ações que podem ser utilizados para diferentes tipos de clientes, produtos e formas de posicionamento. No final das contas, fica claro que o consumidor será conquistado pelas marcas que sabem trabalhar com o melhor planejamento e este deve conter um mix de ações que cerquem todos os caminhos que o consumidor faz até tomar sua decisão de compra.

Vale ainda lembrar que dentro do processo “inconsciente” de compra, o consumidor sempre toma sua decisão no ponto de venda, local que as marcas, muitas vezes, deixam “de lado” porque esgotaram seu poder de investimento com a mídia.

Com isso, acredito que o mercado promocional, publicitário ou “de idéias” deverá crescer a cada dificuldade que seja imposta por lei ou qualquer outra situação. Quanto ao consumidor, este poderá ficar tranqüilo, pois não faltarão oportunidades – e caminhos! – para que ele possa conhecer e se encantar com os produtos das vitrines.

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