Por Flávio Dutra Marianni, uma das minhas cinco leitoras cativas, envia mensagem reclamando a ausência das crônicas “Interesse sincero sobre práticas nem tanto”. A doce, mas esperta Marianni observa ainda que os assuntos considerados mais sérios não repercutem, pelo menos em termos de mensagens postadas, e foi assim com o artigo sobre a TVE, enquanto os textos mais soltinhos ficam “bombando” (a expressão é dela).
A observação é pertinente e acho que verdadeira, caríssima Maranni. Mas, como preceitua o Eclesiastes, há um tempo para semear e um tempo para colher e há um tempo para produzir e outro para publicar, um tempo para as coisas sérias e outro para as que divertem. Chegou o tempo das coisas sérias e de deixar de abusar da generosidade do pessoal da Coletiva.
Isso não significa que vou parar de produzir textos menos sisudos, só que no caso do “Interesse sincero…” decidi fazer uma pausa porque entendi que as histórias ali contadas – quase todas de domínio público – estavam tendo uma leitura enviesada e poderiam incomodar pessoas que nada tinham a ver com os casos relatados. E não estou aí para incomodar as pessoas. Novos e velhos amores devem ser respeitados, essa é a ética dos relacionamentos.
Como desejo infinita paz no coração das gentes, recolho-me ao silêncio obsequioso, mas deixo uma recomendação a ti, atenta Marianni, e a todos que se interessam por bons textos. Trata-se do blog primeirafeira.blogspot.com/ , onde a quase xará Mariana brinca com as palavras e extravasa as emoções em prosa e verso. A crônica mais recente, “A casa das estrelas”, é de dar nó na garganta. E não é só o pai coruja quem pensa assim. Sem que ela soubesse, submeti os textos à avaliação de especialistas da melhor qualificação e todos foram unânimes em apontar o grande potencial do meu bebê. Já é, sem dúvida, o melhor quadro literário da família. Sei que ela vai morrer de vergonha com tudo isso, me acusar de inconveniente, mas está feito. Vai, jovem Mariani, vai te encontrar com a Mariana. Tens mais a ganhar do que ficar perdendo tempo com interesses nem tão sinceros.

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