Por Karla Pimentel Estou lendo “Crônica, o vôo da palavra”, décimo livro de meu amigo e mestre Walter Galvani. Estou adorando, claro. Mas preciso acabar logo. É que meu filho Gustavo, de sete anos, está com a ficha dois. Lá em casa é assim: se um compra um livro, tem a família toda na fila para ler em seguida.
O Gustavo adora ler. E já avisou: será escritor de livros infantis. Sensacional! No computador que temos lá em casa, daqueles que precisa de manivela para funcionar, já tem um texto intitulado “O Macaco Azul”. Vira e mexe, ele abre o arquivo e muda ou acrescenta algum dado na história. Isso acontece há mais ou menos um ano. O interessante é justamente o processo de criação infinito (enquanto dure, ao menos).
No lançamento do livro do Galvani, há algumas semanas, o Gustavo quis ir comigo. Aliás, um dos passeios prediletos dele é ir às livrarias. E como sabe que quase sempre não resisto, me pede para comprar um livro. Nessa noite, ele quis um de poesia. Parece que anda apaixonado (ele vai me matar!) e o quê existe de melhor do que uma boa poesia nesse estado de espírito? Após colocar abaixo as prateleiras da seção infantil, o Gustavo veio com o escolhido: “Bolacha Maria”, do Carlos Urbim. A leitura começou lá mesmo. E a mamãe aqui toda boba de orgulho! Galvani autografando e ídolos como Luís Fernando Veríssimo, Ruy Carlos Ostermann, Taylor Diniz, Valesca de Assis e Luiz Antônio de Assis Brasil, Fabrício Carpinejar, Maria Carpi circulando entre nós mortais, e o meu filho sentadinho num dos bancos da livraria, compenetrado, lendo poesia de Carlos Urbim! Ah, pára! E dá prá não ser feliz?!
O Gustavo ficou interessadíssimo no “Vôo da Palavra” quando eu contei que o livro ensina a escrever histórias de modo bem bacana. Então, apesar de estar babando alucinadamente, preciso terminar logo a leitura do livro. Não posso deixar meu escritor favorito esperando, né?!

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