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Mulheres apenas…

Por Vilson Antonio Romero A primeira mais próxima é a mãe, seguida de avós, irmãs, tias, primas, entre outras mais queridas. Depois vêm amigas, …

Por Vilson Antonio Romero

A primeira mais próxima é a mãe, seguida de avós, irmãs, tias, primas, entre outras mais queridas. Depois vêm amigas, namoradas, esposas, amantes e filhas. Aparecem então netas e bisnetas. São 52% da população mundial – mais de 3,3 bilhões de mulheres na face da Terra, todas maravilhosamente importantes neste circo da vida.

Elas surgem em nossa existência aos borbotões: “(…)Garotas de Ipanema/ Minas de Minas/ Louras, morenas, messalinas/ Santas sinistras/ Ministras malvadas/ Imeldas, Evitas/ (…)/ Macacas de auditório/ Velhas atrizes/ Patroas babacas/ Empregadas mandonas/ Madonnas na cama/ Dianas corneadas/ (…) Socialites/ Plebéias/ Rainhas decadentes/ Enfermeiras doentes/ (…)” – (Rita Lee, em “Todas as mulheres do mundo”)

São 95 milhões de brasileiras, serão 6 milhões a mais que os homens em 2050. Aos poucos, vemos elas tomarem conta de tudo, assumirem de assalto o mundo, gerando, dando vida à vida. Levamos tempo, às vezes uma existência, para perceber que, entre outras coisas: (…) Mulheres gostam de meias/ Mulheres gostam de batom/ Mulheres gostam de homens/ Que não perguntam se foi bom/ Mulheres perdem a hora/ Mulheres pedem pra olhar/ Mulheres vão juntas ao banheiro/ Mulheres ainda querem casar(…)” (Marina Elali, em “Mulheres gostam”).

No porta-retratos do planeta vemos poderosas como a presidente Michele Bachelet, no Chile, a rainha Elizabeth, na Inglaterra, a premier Angela Merkel, na Alemanha, a senadora Hilary Clinton e a secretária Condoleeza Rice, no grande xerife do norte. Por aqui se sobressaem as ministras Dilma e Marina, a nossa “musa deputada” Manuela Ávila e a governadora Yeda Crusius como proeminentes exemplos de sucesso. Mas as importantes, relevantes, fundamentais são as que nos puseram no mundo, as que nos educam, nos amam, nos acarinham. Mães, namoradas, esposas e filhas. “(…) Mulheres de todas as cores, / de várias idades, de muitos amores (…) mulheres do tipo atrevida/ do tipo acanhada, do tipo vivida/ casada, carente, solteira, feliz/ (…) donzela e até meretriz/ mulheres “cabeça” e desequilibradas/ mulheres confusas, de guerra e de paz (…)”, como as saúda Martinho da Vila.

Pra quem, como eu, as adora, aprecia, endeusa e cuida, não só em 8 de março, mas em toda a vida, vivam todas elas, sejam elas “mulheres de Atenas” ou “amélias”. Mas, sempre, mulheres apenas..!

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