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O Congresso e a revista Voto

Por Emanuel Mattos Estive em Brasília três dias esta semana (de 28 a 30 de abril). O objetivo foi, além de credenciar-me para cobrir …

Por Emanuel Mattos

Estive em Brasília três dias esta semana (de 28 a 30 de abril). O objetivo foi, além de credenciar-me para cobrir as atividades da Câmara e do Senado, testemunhar o lançamento nacional da Revista VOTO. E comecei a entender a razão pela qual alguns jornalistas estão enquadrados no PIG – Partido da Imprensa Golpista. Ao percorrer durante dois dias as casas legislativas, foi possível concluir que há muito preconceito – e gratuito – contra o Parlamento.

Em dois dias inteiros que circulei pelo Congresso, pude constatar: tanto no Senado como na Câmara dos Deputados, trabalha-se bastante. Sem generalizar – afinal são 513 deputados e 81 senadores -, verifiquei que muitos dedicam-se integralmente a honrar o mandato. Às 9 horas, já começa a movimentação. Em seus gabinetes, despacham e fazem contatos com as bases.

A partir das 10 horas, atuam nas diversas Comissões, onde há grande participação e amplo debate sobre temas agudos para o país. Vi, por exemplo, como o presidente da Câmara, Michel Temer, teve habilidade para apagar o incêndio que a imprensa parecia interessada em alimentar. A restrição do uso de passagens foi tomada por consenso, fato que desgostou alguns jornalistas e certos deputados, principalmente do baixo clero, que até prometem revanche.

Terça-feira, Temer reuniu-se com 30 líderes em sua residência e costurou a decisão que foi comunicada no mesmo dia, restringindo o uso das passagens por parte dos deputados. Foi um trabalho árduo e não se pode avaliar o tamanho do desgaste que o presidente terá nas próximas votações porque a turma do baixo clero – a desgraça do Parlamento – só atua em causa própria.

E, na quarta-feira à noite, estive ao lado de um grupo expressivo de grandes jornalistas – entre eles velhos amigos que revi depois de muito tempo – no lançamento nacional da Revista VOTO. O entusiasmo com que o senador Pedro Simon saudou o passo desafiador de ampliar a circulação da VOTO – que depois de cinco anos e 53 edições, estará nas bancas das principais capitais -, foi a garantia de que a diretora executiva, Karim Miskulin, tomou a decisão correta.

O resultado desse encontro suprapartidário – estiveram presentes os três senadores do Rio Grande e dezenas de deputados, mesmo com as sessões em andamento, com uma série de votações – demonstrou o prestígio da VOTO, que contará com o apoio do Congresso para esse passo rumo à afirmação nacional.

Brasília recebeu VOTO de braços abertos. E VOTO, a partir de agora, ao debater os principais temas políticos e econômicos do país, vai ter a cara do Brasil.

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