Artigos

O fim de um ciclo no Grupo RBS

De Carlos Etchichury, para Coletiva.net

Crédito: Arquivo pessoal.

Eu estava no apartamento em que morava com a minha mãe, Dona Vânia, na Praça Garibaldi, nas franjas da Cidade Baixa, quando o telefone tocou numa tarde de dezembro de 1998. Do outro lado da linha, Marques Leonam, então professor da Famecos e um grande amigo:

– Chê, o Ricardo Stefanelli assumiu a Central do Interior, na Zero Hora, e está contratando repórteres. Posso te indicar?

A Central do Interior ligava a Redação, no 4º andar do prédio na esquina das avenidas Erico Verissimo e Ipiranga, em Porto Alegre, com o Rio Grande profundo. Com Ricardo no comando, os editores Pedro Haase Filho, Helvio Schneider e Rozanne Adamy coordenavam cerca de 30 repórteres e fotógrafos espalhados pelo Estado.

– Claro que pode me indicar, Leonam! – respondi para o mestre.

Conhecia Ricardo apenas pelas aulas do Leonam, que costumava usar as suas reportagens publicadas no Diário do Sul e na Zero Hora com exemplos de bom jornalismo. Após algumas conversas com Ricardo, surgiram duas oportunidades na Central do Interior: Santo Ângelo e Região das Missões (para onde, caso aceitasse, viajaria dentro de dois ou três dias) ou Santa Maria e Região Central (cuja vaga precisaria esperar cerca de um mês para ser ocupada).

Pensei nas duas hipóteses. Concluí que Santa Maria, cidade universitária e mais perto da Capital, quase uma metrópole na comparação com a missioneira Santo Ângelo, seria a melhor escolha. Antes de anunciar a decisão, porém, fiz uma reflexão: e se os caras mudarem de ideia em 30 dias? Um mês é tempo demais, constatei.

Escolhi Santo Ângelo, distante 440 quilômetros de Porto Alegre, encarapitada no noroeste gaúcho. Desembarquei na rodoviária do município no amanhecer do dia 25 de janeiro de 1999, uma segunda-feira, 14 dias após receber o diploma de jornalista. Fiquei duas semanas no Hotel Avenida, até alugar um apartamento na Avenida Brasil, ao lado da Casa Zero Hora Missões, na época dirigida pelo Dejair Krumenan, o Deja.

Comprei duas cadeiras de praia para a sala, uma TV 14 polegadas, acomodada em cima de um mochinho de madeira, e dois organizadores constituídos de arame, para guardar livros e roupas. Mobília pronta. Para a cozinha, uma geladeira usada, que não fechava direito, mas mantinha a cerveja gelada, um fogão velho, cujo forno permanecia entreaberto, uma mesinha e dois banquinhos. Como faltava persiana na janela da sala, que dava para o corredor interno do edifício de três andares, instalei uma cortina marrom escura, intransponível, tipo blackout de hotel. No quarto, um colchão de casal no chão servia de cama. Um incansável ventilador de três pás azuis amenizava o calor infernal no verão. Sem ar-condicionado, os 40 metros quadrados do imóvel que desconhecia luz solar se transformavam num pequeno frigorífico no inverno. Foram nove meses espartanos. E felizes.

O Tadeu Vilani, repórter fotográfico, missioneiro de quatro costados, melhor parceiro possível, e eu desbravamos a Região das Missões. Para um jovem da Capital, tudo rendia matéria: da construção de uma conversora de energia, que transformava a vida de uma comunidade, ao transporte de uma casa de madeira de um município para outro. Vivia do jornalismo e para o jornalismo.

No primeiro final de semana de plantão, liguei para o Tadeu logo na manhã de sábado:

– Preciso fazer uma pauta na URI, em São Luiz. Vamos dar uma chegadinha ali?

Tadeu deu risadas. O jovem repórter porto-alegrense não sabia que São Luiz Gonzaga ficava distante 80 quilômetros de Santo Ângelo, o que levaria quase três horas apenas entre os deslocamentos de ida e volta pela BR-285. Virou piada interna. A partir daquele momento, quando saíamos para uma reportagem, Tadeu sempre propunha.

– Vamos dar uma chegadinha em São Luiz, Etchichury?

Exploramos os rincões do noroeste do Estado. Entrevistei os mais variados tipos humanos. Conheci as fronteiriças Garruchos, Porto Mauá, Porto Xavier, Porto Vera Cruz, as indígenas Coronel Bicaco, Tenente Portela, Miraguaí e Redentora, as missioneiras Campina das Missões, Cerro Largo, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões e Entre-Ijuís, as prósperas Tuparendi, Tupanciretã, Santa Rosa, Três de Maio, Horizontina e Ijuí. Voltava a Santo Ângelo, no final do dia, comendo bergamota e falando bobagem na companhia do Tadeu e do Arnaldo, que nos conduzia pelas estradas vicinais de terra vermelha num Verona azul marinho. Deixei Santo Ângelo com seus 75 mil habitantes em outubro de 1999.

De volta a Porto Alegre, desembarquei no Fundão da Geral para trabalhar ao lado das minhas referências: Carlos Wagner, Nilson Mariano, Humberto Trezzi e Eliane Brum, que sairia pouco depois para ser repórter especial da recém-criada revista Época e com quem, infelizmente, convivi pouco. Após 20 anos de ditadura militar, a Editoria de Geral refletia, desde meados dos anos 80, um país em redemocratização, cobrindo os mais diferentes assuntos relacionados a direitos humanos, questões ambientais, implantação do SUS, demarcação de terras indígenas, ocupações de terras pelo MST. Pelas páginas da Geral, entre Opinião e Esporte, Zero Hora veiculava investigações jornalísticas relevantes que repercutiam no centro do poder e conquistavam prêmios. No final dos anos 90, a Geral era comandada por Altair Nobre, que formava dupla com Diego Araujo, um dos mais completos jornalistas da RBS.

Meio sem jeito, tentava me aproximar do Wagner, do Mariano e do Trezzi, jornalistas diferentes e complementares. Como de hábito, mais ouvia do que falava. Observava como apuravam, como se relacionavam com fontes, como tratavam os editores, o compromisso inabalável com a precisão e com o texto claro, límpido e cristalino. Achava curioso quando o Mariano pegava o telefone, ligava para uma fonte e se apresentava:

– Boa tarde, meu nome é Nilson Mariano, eu sou um repórter…

Como “um” repórter?! Sim, a lenda Nilson Mariano, O repórter, se apresentava como UM repórter.

Meus ídolos viraram amigos. Fiz matérias com cada um deles: ganhei Prêmio Esso com o Mariano (com a série de reportagens O Novo Retrato do Pampa), produzi investigações com o Wagner (Donos de Sindicatos, A reinvenção do jogo bicho, entre outras) e fiz coberturas especiais com o Trezzi (Enchente na região do Vale do Itajaí, cujo trabalho coletivo resultou em um Prêmio Esso, e a Queda da ponte entre Agudo e Restinga Seca, com cinco mortos e 15 feridos sem gravidade). Sobre o desabamento, na manhã seguinte ao desastre, antes do café da manhã, Trezzi e eu recebemos a ligação da coordenadora de produção Deca Soares, que comunicou o nosso desafio do dia pelo telefone colocado em viva-voz no hall do hotel:

– Oi guris! Tenho uma missão para vocês. Vamos localizar todos os 15 sobreviventes, entrevistá-los e levá-los para os escombros da ponte para fazer uma foto. Será a nossa 4 e 5 de amanhã (duas páginas que, todos os dias, acomodavam as reportagens mais importantes da edição).

A pauta parecia ótima, mas não tínhamos ideia de quem eram os sobreviventes, não sabíamos onde moravam e muito menos se topariam dar entrevistas e serem fotografados. Tentamos demover a Deca, dissemos que não daria, discutimos e… saímos para fazer a pauta! Localizamos uma das vítimas em Santa Maria. Ao ouvir o nosso interesse em reunir os sobreviventes e levá-los para os escombros, o funcionário aposentado do Banco do Brasil nos olhou nos olhos e disse, antes de abrir um sorriso largo:

– Homem de Deus, mas isso só pode ser ideia de algum chefe em Porto Alegre!

Gargalhamos juntos.

Trezzi, ao meu lado, gritava:

– O senhor nos entende!!!

Apuramos a história de quase todos, reunimos a turma para uma foto e apresentamos o conteúdo numa reportagem publicada no dia seguinte. A 4 e 5 foi elogiada por colegas, chefes e leitores.

Há boas reportagens que nascem da cabeça de um editor, mas as melhores costumam brotar da mente de repórteres.

Como ocorreu no segundo semestre de 2008, quando Wagner decidiu contar os 30 anos do acampamento Encruzilhada Natalino, que deu origem ao MST. Com uma foto na mão direita, Wagner, gago, aproximou-se de mim e do Trezzi e perguntou:

– Vocês sa-sa-sabem quem são estes caras?

Eram sete homens tomando mate, à sombra de um cinamomo. Pareciam agricultores.

– Colonos! – respondi.

– Não são colonos. São po-po-policiais infiltrados no MST.

Wagner conhecia apenas um deles, um brigadiano, já aposentado. A foto, meio sem graça apesar de histórica, ilustraria a matéria especial sobre Encruzilhada Natalino.

– Wagner, tu não pode publicar essa foto. Tem outra matéria aí, a matéria dos infiltrados nos movimentos sociais durante a ditadura – eu disse, ao lado do Trezzi.

Chamamos o Mariano e dividimos da seguinte forma a empreitada: Wagner localizaria infiltrados no MST, que constavam na foto; Mariano contaria a história de agentes que fizeram jogo duplo em grupos clandestinos; Trezzi investigaria o movimento estudantil e eu, o movimento sindical. Um ano depois, publicávamos a reportagem Os Infiltrados, que seria adaptada e transformada em livro.

Como repórter, realizei algumas aventuras. Em 2002, cruzei o país na boleia de um caminhão com o fotógrafo Emílio Pedroso para contar a maior viagem terrestre feita por caminhoneiros em território nacional a partir do Rio Grande do Sul, entre Bento Gonçalves e Boa Vista. Na balsa entre Manaus e Belém, que singrou o Rio Amazonas durante cinco dias transportando 20 carretas, Emílio e eu travamos o seguinte diálogo durante um pôr-do-sol:

– Etchichury, quantas pessoas têm no mundo?

– Sei lá, Emílio, acho que algo em torno de 6 bilhões.

– E no Brasil, Etchichury?

– Uns 170 milhões.

– E a população do Rio Grande do Sul? Qual é?

Sabendo que vinha alguma bobagem, respondi:

– 10 milhões.

Emílio fez roncar o chimarrão e perguntou, dando uma gargalhada sem esperar a resposta.

– E quantos estão tomando mate agora no Rio Amazonas, Etchichury?!

A propósito de navegação, o fotógrafo Nauro Jr., a então estudante de Jornalismo da UFRGS Mariana Müller, primeira vencedora do concurso Primeira Pauta, e eu desbravamos a Lagoa Mirim pelos lados brasileiro e uruguaio, em 2009. A reportagem, na época, era o prêmio do Primeira Pauta para a Mari, que se tornaria uma querida amiga da nossa família. Enquanto íamos no lanchão Unidos no Amor, do pescador Mestre Ronaldo, que se orientava pelas estrelas, a Gabi, mulher do Nauro, nos acompanhava de carro pelas margens da Mirim para garantir internet indispensável para o envio de fotos, vídeos e textos à Redação. Foram duas semanas extremas, conectados apenas com a natureza, a bordo de um barco que sequer banheiro dispunha. A experiência radical aproximou as nossas vidas para sempre. Nos tornamos amigos. Até hoje chamo a Gabi de líder da “Equipe Terra”, Nauro virou “Capincho”, e Mari, professora universitária em Portugal, será para sempre a Magra das Galochas.

A convite da então diretora de Redação Marta Gleich, que substituíra Ricardo, deixei de ser repórter no final de 2012 para virar editor e, mais tarde, gestor. Assumi como editor-chefe do Diário Gaúcho em agosto de 2014, três meses antes de a tiragem do jornal alcançar incríveis 180 mil jornais/dia.

Mudamos o Diário Gaúcho. Recolocamos Renato Dorneles, o Renatinho, na reportagem de Polícia, e consolidamos o veículo mais querido dos gaúchos como referência na cobertura de segurança e do jornalismo de serviço. Fomos finalistas do Prêmio Esso. Para celebrar os 15 anos do jornal, fizemos uma reforma gráfica que o modernizou sem abrir mão do seu DNA. Lançamos o Dossiê da Violência: o mais completo raio-X da violência na Região Metropolitana já feito por um jornal. Vi nascer para o jornalismo a competente Jeniffer Gularte, atualmente repórter na sucursal de O Globo, em Brasília. Fui feliz também, mas de outra forma: criando condições para que colegas ocupassem espaços, desenvolvessem-se como profissionais e seres humanos e brilhassem.

No mesmo período, assumi a responsabilidade de coordenar Grupo de Investigação (GDI). Levo no coração 18 meses que ajudaram a consolidar o grupo que nasceu reunindo repórteres da RBS TV, da Gaúcha, da Zero Hora e do Diário Gaúcho, cuja história ajudei a contar no livro Grupo de Investigação – Bastidores e Prática do Jornalismo Investigativo.

As experiências no Diário Gaúcho e no GDI se encerraram em abril de 2018, ano em que retornei à Redação da Zero Hora como editor-chefe do jornal. Dois anos depois, quando o mundo mergulhava nas trevas da pandemia de Covid-19, nova mudança. Deixei o jornal impresso e abri uma picada nova como gerente-executivo do Esporte na Redação Integrada, que abriga profissionais da ZH, do Diário, da Gaúcha e de GZH. Um desafio complexo que marcaria o meu último ciclo da empresa.

Assumi a missão convidado pelo Tiago Cirqueira. Migrei para o Jornalismo Esportivo multiplataforma e integrado em casa, confinado, com os campeonatos de futebol paralisados, sem garantia de emprego, com quase 10 horas de programação diária na Gaúcha para colocar no ar, 12 páginas diárias de jornal para preencher, um site para abastecer, redes sociais para alimentar e uma equipe ansiosa para gerir.

No Esporte, precisei adaptar a forma como entendo o exercício da profissão, sintetizada na ideia segundo a qual “quando um jornalista é mais importante do que a notícia, um dos dois é falso”, sustentada pelo professor Leonam, ao dia a dia de uma área que, cada vez mais, aproxima-se do entretenimento. Para quem, forjado na Geral, raramente recebia presentes, era novo ver jornalistas celebrando mimos enviados por parceiros comerciais.

Aos poucos, conheci os companheiros de trincheira na gestão. Leonardo Acosta, que comanda sem franzir o cenho, sempre com um sorriso aberto e o tom de voz baixo, é uma espécie de termômetro do “vestiário”. Com Vanessa Girardi, a mãe da Marina, e Felipe Bortolanza, que havia sido editor de capa no Diário Gaúcho, formava a trinca de líderes no Esporte naquele momento sombrio da humanidade. Com esta estrutura enxuta e competente, atravessamos os dois primeiros anos de pandemia, até a Olimpíada de Tóquio, em 2021.

Aceleramos a integração do Esporte preservando a essência da Gaúcha, que segue imbatível como negócio e como produto, liderando a audiência em praticamente todos os horários da grade. O mesmo não acontece no streaming. A concorrência local, no YouTube, desafia e, em alguns momentos, supera a RBS. Novos players enfrentam o mainstream drenando audiência e atraindo anunciantes. Como uma das peças de comando nessa engrenagem, prefiro deixar para o público e o mercado julgarem a qualidade da concorrência e do que produzimos na Redação Integrada. Chamo a atenção apenas, e sem medo de errar, para o fato de que está surgindo algo novo no jornalismo esportivo nos confins do Brasil.

Nesse contexto, dobramos de tamanho em seis anos. Transformamos processos, produtos e negócios. A Jornada Esportiva, o Pré-jornada e o Balanço Final, antes vistos como programas exclusivamente de rádio, passaram a ser pensados como produtos audiovisuais. Começamos a planejar a cobertura de clássicos Gre-Nais e jogos decisivos como grandes eventos, pensados, desde a origem, em parceria com gestores da TV e da técnica. No ambiente de negócios, o Pré-Jornada é uma pequena mostra do que se fez no Esporte. Em 2020, não havia parceiro comercial no programa que antecede o inícios dos jogos da dupla Gre-Nal. Hoje são quatro anunciantes âncora, fora os quadros comerciais. Criamos a Jornada Esportiva no YouTube, quatro programas diários exclusivos no streaming e refundamos o Bate-Bola, nas noites de domingo.

O Sala de Redação, um dos mais longevos e tradicionais debates esportivos do rádio brasileiro, com 55 anos ininterruptos de atividade, ganhou mais meia hora, mais informação, novo estúdio e mais parceiros comerciais. Lançamos seis podcasts. E respondemos por 20% da audiência de GZH. Entregamos duas Olimpíadas, duas Copas do Mundo, um Mundial de Clubes, uma Libertadores Feminina, um Jogos Pan-Americanos, duas Copa América, quatro maratonas, Campeonato Gaúcho de Futsal e todos os jogos do Gauchão no YouTube de Gaúcha Esportes – uma operação insana, que só é possível porque a RBS conta com profissionais competentes em todas as áreas.

Mas é no campo das pessoas, dos talentos, que talvez tenha se dado a maior transformação. Começamos pela diversidade (ou pela falta dela). Não havia negros, seis anos e meio atrás. É constrangedor falar sobre isso, reconheço. Mas é verdade. Hoje há colegas negros no Esporte. Não havia ninguém assumidamente gay, uma realidade diferente da que existe agora. Em um ambiente dominado pelos homens, apenas cinco mulheres atuavam na equipe. Em outubro de 2026, há 17 mulheres, sendo duas gerentes. Trouxemos novos e talentosos repórteres e produtores para a Gaúcha e GZH. Formamos uma equipe composta de profissionais múltiplos, que chamo de “canivetes suíços”, capazes de fazer várias tarefas em alto nível. Criamos as condições para a chegada de novos comunicadores. Aprendi todos os dias com jornalistas consagrados, generosos, sempre dispostos a se reinventar.

O crescimento nos obrigou a repensar processos e a investir em talentos também na área da gestão. Contratamos a Amanda Munhoz, o Furacão Amandita, que sacudiu os aguapés com sua energia inesgotável. Sob a gestão dela, reorganizamos a estrutura do esporte da Gaúcha e de lives, contando com quase a metade das cerca de 80 pessoas do Esporte na Redação Integrada.

Como líder de uma equipe complexa, procurei atuar de forma serena, segura e tolerante, criando condições para que profissionais se desenvolvessem na sua plenitude.

Vivi 27 anos e nove meses, mais da metade dos meus 52 anos de vida, de forma intensa, dedicado como um volante uruguaio, transformando a Redação numa extensão da minha casa. Meu meu ciclo se encerra em outubro de 2026. Uma ruptura necessária. Como diz Winnicott, quero estar vivo quando eu morrer. Saio com a esperança de ter ajudado no desenvolvimento de repórteres múltiplos, comunicadores, produtores, editores de textos e de lives, e designers que estão entre os mais talentosos do Brasil. Vida longa ao jornalismo profissional. Estarei sempre na torcida.

Carlos Etchichury é jornalista.

Compartilhar:

4 Comments

Rogério Teixeira Brodbeck

Parabéns pelo excelente resumo de uma trajetória profissional de sucesso. Embira minhas reservas com alguns aspectos da cobertura jornalística da RBS e na área de Opinião, preciso reconhecer que é um grupo que transpira qualidade em todas as áreas, sendo melhor, disparada, em todas elas. Sucesso na nova empreitada!

Responder
Gabriela Ruiz

Que trajetória! Esqueceu de citar que nesse tantos anos virou referência pra todos, inclusive pra mim, como profissional. Obrigada por tanto, Chuchu. sucesso nos outros tantos anos que ainda vem por aí.

Responder
Marcelo Rech

O Carlos Etchichury é um dos profissionais mais completos com quem já trabalhei. Mas o talento dele nem é o mais relevante. A integridade, a capacidade de discernir entre o certo e errado, e fazer o certo, é um dom que não abraça a todos. Etchichury é um destes abraçados pela ética. O jornalismo e o mundo precisam cada vez mais de pessoas deste quilate.

Responder
Mauro Roos Eichler

O que dizer, Carlos?Homenagear uma trajetória completa de um profissional como você, cada vez mais rara no jornalismo brasileiro, com mais de 28 anos de Grupo RBS, começando como repórter e chegando à Direção Editorial.Sou uma testemunha viva da ZH desde os anos 70. Hoje resido em outro estado e, quando viajo distante dos pampas, me acompanham a rádio e a ZH digital.Todo este precioso tempo, que não volta mais, não se apaga com um encerramento de ciclo. Ficou o exemplo de um jornalista exemplar, de sua aguçada visão, técnica e dedicação. São raros.Meus parabéns pela carreira e votos sinceros de feliz nova jornada.Mauro Roos Eichler

Responder

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.