Por Adão Oliveira A Rádio Gaúcha está completando 80 anos.
Em comemoração à data, a sua direção está “tirando a rádio do estúdio” para se aproximar mais de seus ouvintes, seguindo a máxima de que “todo o artista deve estar onde o povo está”. Os programas mais populares da emissora já começaram a ser apresentados no meio da massa, como gostava Maurício Sobrinho, o pai da RBS.
Outro dia, Lauro Quadros apresentou o seu correto “Polêmica”, dos altos do Mercado Público. Para o programa, a produção convidou alguns profissionais que trabalharam anos a fio na emissora. A intenção do programa foi de recordar parte dos 80 anos da Gaúcha.
E assim foi feito!
O programa corria solto até que um dos convidados de Lauro tentou resgatar um fato importantíssimo na programação da Gaúcha: a implantação do respeitado Jornalismo o tempo todo. Foi então que Luiz Arthur Ferrareto, que, segundo sei, está recolhendo informações para escrever um livro sobre a história da Gaúcha, citou algumas pessoas como responsáveis por adotar na emissora o jornalismo em tempo integral.
Aí aconteceu uma grave injustiça. As pessoas citadas por Ferrareto, como sendo as responsáveis pela inovação não trabalhavam na rádio naquele momento.
A opção – Jornalismo em tempo integral – foi tomada por Ruy Carlos Ostermann, então gerente-executivo da Gaúcha. A equipe que montou esta programação era formada por Celso Ferreira, chefe de Programação, João Batista Schüller, o Megatom, coordenador de Programação, Félix Valente, supervisor de Jornalismo, José Roberto Garcez, coordenador de Produção, Robson Barenho, coordenador de Jornalismo, e Adão Oliveira, como coordenador de Esportes.
Nessa mesma época foi introduzido o relógio eletrônico.
Foi também na passagem de Ruy Carlos Ostermann, como gerente-executivo, que a Gaúcha, começou a fazer frente à liderança, então inconteste, da Rádio Guaíba.
Em 1980, na cobertura do Mundialito, certame que comemorava 50 anos da conquista da Copa do Mundo pelo Uruguai, a Gaúcha encostou nos índices de audiência da Guaíba. Logo em seguida, a emissora “foi às compras”, contratando para seus quadros algumas das estrelas de sua arquirival: Armindo Antônio Ranzolin, João Carlos Belmonte e Lasier Martins. Outros, como Lauro Quadros, chegaram mais tarde.
De lá pra cá, tudo se sabe.

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