Por Emanuel Gomes de Mattos Se você é como o Garfield e também acha segunda-feira o pior dia da semana, imagine uma segunda-feira em que é obrigado a acordar às 6 horas, com a temperatura quase a zero grau, ler todos os jornais e escrever um relatório sobre a política do Rio Grande do Sul. Pode haver coisa pior?
Pode, sim.
Imagine uma segunda-feira em que você é obrigado a acordar às 6 horas da manhã, com a temperatura quase a zero grau, e trabalhar depois de ver um espantoso vexame da seleção brasileira treinada pela fraude chamada Dunga, cuja ilustração do brilhante chargista Frank reproduzo abaixo.
Pior é constatar que a imprensa idiotizada leva livre esse sujeito que chegou ao cargo sem nunca ter treinado um clube sequer na vida, apenas porque é sócio do ex-presidente da Federação Gaúcha de Futebol, que o indicou para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, cujas falcatruas são públicas.
O futebol brasileiro está minado de picaretas, a maioria disfarçada na função de empresários. Todos os grandes clubes brasileiros têm ao menos um safado, com o objetivo de armar negociatas com os jogadores, patrimônio que não lhes pertencem, a fim de obter vantagens financeiras com as vendas.
Veja o caso da própria seleção brasileira. Dunga, que em dois anos se indispôs com os principais craques – Ronaldinho Gaúcho e Kaká – convocou os medíocres e agora vai treinar a seleção olímpica. Qual o objetivo? Colocar na vitrine jogadores que os intermediários querem vender como ouro aos europeus otários.
Enquanto os torcedores pagam caro para ver seus times, uma quadrilha assalta o patrimônio dos clubes sem a menor cerimônia. O Grêmio foi dilapidado, os autores indiciados, mas saíram ilesos. E o Coríntians, de desfalque em desfalque, desabou para a segunda divisão.
Definitivamente só há uma coisa pior do que acordar às 6 horas de uma segunda-feira com a temperatura quase a zero grau


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