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O Santo de Casa está disponível !

Por Roberto Alves d´Azevedo Roberto A. d”Azevedo   O personagem da semana foi o empresário multinacional gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter. Mesmo depois de ter …

Por Roberto Alves d´Azevedo

Roberto A. d”Azevedo   O personagem da semana foi o empresário multinacional gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter. Mesmo depois de ter negado oficialmente – e por escrito – a possibilidade de vir a ser ministro de Lula e convocado uma entrevista coletiva terça-feira para anunciar o filho André como seu sucessor no comando das empresas a partir de janeiro, ele atraiu 335 pessoas para o tradicional almoço das quartas-feiras na Federasul.

Durante mais de uma hora, apresentou um detalhado diagnóstico dos problemas nacionais, projetou essa realidade para o contexto do Rio Grande do Sul e, como sempre, mostrou um caminho para a solução. Um caminho técnico, é verdade, de difícil prática política, mas um caminho …

Curiosamente, ao mesmo tempo, a governadora eleita Yeda Crusius estava em Belo Horizonte, junto com os assessores que cuidarão da economia gaúcha nos próximos quatro anos, ouvindo do governador Aécio Neves como Minas Gerais resolveu seus problemas financeiros e de gestão.

Claro, sendo ela do PSDB, entende-se a importância do “fato político” de ir à Minas e se encontrar com Aécio. É simbólico ! Mas só isso.

Qualquer pessoa medianamente informada sabe que as soluções de Minas foram encaminhadas ao governador Aécio – a pedido, diga-se de passagem – pelo Dr. Jorge, parte via o seu Programa de Qualidade, parte via o consultor Vicente Falconi, do Instituto de Desenvolvimento Gerencial. Então, para conseguir alguma coisa melhor que isso, só se a nossa futura governadora tivesse viajado a Washington para negociar com organismos internacionais, como já está fazendo o governador eleito do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e já está agendado o futuro governador paulista, José Serra, respectivamente do PFL e do PSDB.

Mas eis que aqui mesmo surge uma luz – e forte – no fim do túnel. A competência e a credibilidade do Dr. Jorge Gerdau são reconhecidas há pelo menos três décadas, no mundo inteiro, todo mundo sabe. Mas a grande novidade desta semana é que, pela primeira vez nesse tempo todo, ele está disponível. Já garantiu que não será ministro e anunciou que está deixando o comando das empresas. Só não disse – para ninguém – o que fará a partir do dia 1º de janeiro !

Eis aí o momento certo para a governadora Yeda Crusius chamá-lo, entregar a ele “a chave” de uma super-secretaria executiva e avisar que, de agora em diante, ela terá a exclusiva preocupação de usar toda a sua força de articulação para dar o respaldo político que ele precisará para colocar as suas idéias em prática.

E, se este “santo de casa” vacilar para aceitar a missão, bastará a governadora mostrar-lhe o que ele mesmo tem dito aos empresários repetidamente: “Temos que agir. Ficar nesse marasmo é insensibilidade com o que está acontecendo a nossa volta. Precisamos participar”.

Que Estado teremos daqui a dois, três ou quatro anos, até pode-se discutir. Mas esse  “fato político”, com certeza, por si só já seria muito maior – e melhor – do que ir a Minas posar com o governador Aécio Neves.

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