Por Danilo Ucha Soaram as trombetas, rufaram os tambores, e as cortinas se fecharam no Teatro da Ospa. Dia primeiro deste mês de julho de
São coisas da cultura e da arte de Porto Alegre. Acho que anda com razão o jornalista Pedro Maciel, editor do Jornal do Comércio, que há muito tempo conversa comigo sobre a necessidade de se escrever um artigo intitulado: “Porto Alegre odeia Elis Regina e a Ospa”. É o que transparece do tratamento que a cidade dá a estas duas instituições gaúchas.
A Pimentinha, que colocou o bairro IAPI e a cidade no mapa da música popular brasileira e ultrapassou, com sua voz, as fronteiras do País, foi envolvida num imbróglio que já se transformou em ópera bufa. Há anos está pronta, certamente jogada num galpão, uma estátua sua, que não consegue lugar para ser colocada. Todo o tipo de autoridade – e também empresas da iniciativa privada –, além do povo que votou para escolher o lugar, já se manifestaram sobre a instalação da estátua. Ora no centro da cidade, ora no bairro natal da cantora, mas ela não sobe ao pedestal.
Com a Ospa, a questão também é de localização. Já decidiram construir um Teatro da Ospa em quase 10 lugares da cidade. E cada indicação sofre uma campanha contra, deste ou daquele setor, desta ou daquela organização. Por isso, chegamos à conclusão que “Porto Alegre odeia Elis Regina e a Ospa”. Agora, está prometendo um novo local, no Parque Harmonia!

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