Por Aline Marques À noite na faculdade. Bate-papo com o Danilo Ucha. Jornalista experiente, colunista, homem vivido. Dono do Jornal da Noite. Apreciador de cordeiros e vinhos. Já foi libertário, segundo ele mesmo. Hoje é um preocupado. Assim como eu.
“A imprensa está em crise”. Verdade nua e crua. Ele nos deu a real. Ali. Para uma turma de quase-formandos. Para uma turma de pés-na-porta. Ele não tapou o sol com a peneira, como muita gente faz quando vai falar para quem está na Academia. Ele simplesmente alertou para o que nós já percebemos e já estamos a refletir: “Ser jornalista hoje em dia é muito difícil… cada vez mais difícil”. Durma-se com um barulho desses!
Por que essa profissão tão romântica, tão idealista, tão “libertária” foi tão molestada nos últimos tempos, tão prostituída, tão metida a mão?
Por que um foca não pode ganhar o suficiente para colocar peixe fresco na mesa? Por que é que na prática se usa quase nada do que se discute, reflete e aprende na faculdade?
O público não quer saber de ler, não tem mais saco para ficar ouvindo, nem tempo pra assistir. O tempo urge e atropela. Tem de ser pra já. Tem de ser agora. “Esperar? Que nada, vou navegar aqui no que ME interessa e já era!”.
O pai de todos é o lucro. Não é o bom senso. O mundo nunca foi dos bonzinhos e inteligentes. Tudo acaba na mão dos espertos e persuasivos. Formadores de opinião? Que opinião?
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Cada o lead que tava aqui? O gato comeu! Porque ninguém mais se importa com quemfezoquêquandoondeeporquê. Aliás, saber pra quê? Aliás, diploma pra quê, hein ô do Congresso?
Ora, o jornalismo só é uma paixão insaciável para quem o faz. Ele não passa de uma mera ficadinha para o público, que flerta com ele pelos blogues da vida e por onde quer que decida “produzir conteúdo”.
Durma-se com um barulho desses!
*Aline Marques é estudante de Jornalismo no Centro Universitário Metodista IPA,

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