Por José Luís Salimen A Rede Globo de Televisão consegue simultaneamente ir do luxo ao lixo. Faz minisséries fantásticas como “Maysa, quando fala o Coração”, e programas copiados de fora do país e totalmente inúteis, como o tal “Big Brother Brasil”, que estréia a sua nova temporada nesta semana.
Infelizmente esse formato de programa de sucesso na Europa e Estados Unidos deu também muito certo no Brasil.
Por que minha ira com o inocente programa que já nos deu tantas personalidades?
Bom… se morássemos em um mundo lindo e perfeito, onde a grande preocupação das pessoas fosse manter a forma, seria um ótimo entretenimento. Mas a vida não é assim e só pode achar graça de um Big Brother Brasil quem está bem longe da realidade. Ou com muita grana no bolso ou querendo fugir um pouco com o entretenimento.
Um dos maiores problemas nossos é a hipocrisia. E observe que depois de oferecer 1 milhão de reais ao nobre imbecil que ganhar, vem a Rede Globo pedir doações em dinheiro para o Criança Esperança.
Para completar a inutilidade, é colocado lá o Pedro Bial, um jornalista de muito talento, para desperdiçar sua cultura e tornar-se sempre o idiota do ano como apresentador do BBB.
O ponto da questão é perguntar: para que serve a televisão?
Na visão de mundo do “mercantilismo”, está tudo muito bem e correto. Mas será que poderia ser diferente? Acho que não, né?
Além de não ajudar, a televisão serve para a divulgação de uma forma de comportamento e uma visão de mundo, e isso é muito perigoso. Como cantava Marcelo Nova: como acabaram com a censura, a mídia agora é o nosso aiatolá.
Leia um livro, escute uma música, faça qualquer outra coisa, mas não perca seu tempo olhando o BBB.
O mundo que vem por aí, de cada vez mais miséria, de uma natureza reagindo contra o ser humano, não será nada agradável para quem viver numa realidade tão pequena.

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