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Provocações!!!

Por Marcos Valério Gente, o Brasil é um país maravilhoso, mas o serviço é uma m… A frase não é minha. O autor é …

Por Antonio de Oliveira

Há pessoas que inspiram confiança, mesmo que você nunca tenha conversado com elas. É o caso da minha admiração pelo Dunga. Um craque? Não. Claro que não.  Um grande treinador? Ainda está por confirmar, na minha opinião. Mas o que ele fez nos clubes por onde passou e na seleção brasileira como jogador e depois como técnico deixa antever um grande futuro.

Defendo a contratação do Dunga desde sempre. Quando veio o Falcão eu disse que aquela não era hora só de diálogo, de diplomacia, mas sim de cobrança forte. Não era hora de passar a mão por cima da cabeça de ninguém, mas de exigir dedicação, sangue e profissionalismo de um grupo que ganha bem e recebe em dia.

Depois, veio Dorival Júnior e a filosofia do tratamento com o grupo não se alterou. Nunca li ou ouvi na imprensa que ele tenha cobrado forte de alguém. Fernandão foi o maior de todos os erros da direção e dele próprio, que não deveria ter assumido. Jogador símbolo, mas identificado com um grupo dentro do grupo, para não dizer panelinha.

Já entrou sem pulso.

Tenho só boas lembranças do Dunga como jogador não brilhante. Nunca deu moleza para adversário nenhum em campo. Sempre bateu quando extremamente necessário e articulou com presteza nas horas mais difíceis. Os colorados lembram bem daquele gol que nos salvou de percorrer o mesmo caminho dos coirmãos da Azenha (agora da periferia) num jogo decisivo contra o Palmeiras.

Todos sabem que é para nós um grande orgulho nunca ter ganho o título de campeão da segunda divisão. É um título que rejeitamos, embora os coirmãos da periferia se orgulhem tanto e até tenham escrito livros e realizado filmes (segundo eles, maravilhosos) sobre a sua grande conquista. Queremos voltar a ser campeão Fifa do mundo inteiro, embora também reconheçamos como importante o título não oficial de campeão de dois continentes dos coirmãos.

A grandeza do Internacional não é fácil de ser entendida e assimilada por qualquer profissional. Por que Abel Braga deu certo? Porque nunca tivemos dúvidas sobre ele e sobre a sua filosofia de jogo. Que poderia até ter dado errado, mas deu certo. O torcedor ia a campo sabendo que o time ia atacar sempre, que não ia jogar para trás e para os lados.

Podia perder, mas perderia agarrado na goela do adversário.

A grandeza do Inter não lhe permite jogar para os lados ou para trás, como seguidas vezes faz o nosso grande ídolo D`alessandro. Ele tem que entender isto, ou baila, mesmo com a amizade e toda admiração do Dunga por ele como articulador da equipe.

Dunga sabe falar e agir como profissional diante do grupo. As brigas com a imprensa? Vão parar porque a questão agora será regional e não nacional. E, por favor, vamos diminuir o tempo daquelas entrevistas chatas e modorrentas de final de jogos (ainda mais quando as equipes perdem) com os técnicos. Quando o assunto principal, que é o jogo, acaba, ficam os repórteres levantando teses ou questões sem importância, abobrinhas, esticando as entrevistas com os treinadores para fechar o tempo que as empresas venderam para seus patrocinadores.

Vamos melhorar o nível, gente.

Tá certo que para alguns casos serve, mas não para Dunga, que é um sujeito objetivo em tudo na vida. Não é o caso, por exemplo, do treinador que impera agora no Humaitá, que treina mais a torcida e a imprensa que o time. Acabou de jogar fora o título da Sul-americana, mas foi aplaudido de pé pela torcida, com as explicações após a derrota. É um gênio. E no Gre-Nal, o que foi aquilo!? Empatou contra nove, mas saiu aplaudido.

Um treinador do tamanho do Inter não terá tempo para ficar brigando com jornalistas. Se tiver tempo de sobra, pode dar uma treinadinha na direção, que às vezes me assusta, mas nunca treinar jornalistas. Todos nós sabemos que eles têm seus clubes, embora alguns adorem dizer que não; se eles dissessem, assumissem, como o meu amigo Guerrinha, tudo seria mais honesto.

Escrevi tudo isto para dizer que estou feliz com o novo ciclo de vitórias que nós, colorados, iremos desfrutar daqui para a frente.

Sempre achei o título “Provocações!!!” um grande achado. Não posso encerrar sem fazer um agradecimento público aos coirmãos: gracias por terem nos liberado o Paulo Paixão. É pelas mãos dele que os coirmãos vão sofrer mais alguns anos.

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