Por João Felipe Ramos
Com a modernização dos conceitos e processos de comunicação das organizações, adaptaram-se novas definições e práticas para a consecução eficaz das ações que visam criar e projetar uma imagem para um determinado público. Uma delas foi a comunicação dirigida.
Este termo nasceu com a percepção da progressiva fragmentação das massas consumidoras. Com este fenômeno, as organizações foram obrigadas a adequarem ou segmentarem suas ações, para que diante de seus empreendimentos de comunicação pudessem provocar nos públicos-alvos os efeitos esperados.
Neste sentido, a escolha do canal adequado para a emissão de mensagens, sejam elas para públicos internos ou externos, é de extrema importância para que não haja distorções ou ruídos neste processo.
Assim, seguem abaixo as peculiaridades de alguns instrumentos mais utilizados.
Por mais tradicionais que sejam, a utilização de quadros de avisos ou murais, se não concebidos e mantidos com criatividade, tornam-se pouco atraentes e com acesso precário.
Os jornais e revistas transmitem uma imagem muito descendente, ou seja, a diretoria escreve para a base da organização ler. Portanto é necessário ser devidamente criterioso na abordagem de seus assuntos. Sua editoração e identidade visual devem ser atraentes e sua linguagem menos fria.
Os programas de portas abertas, caixas de sugestões e fluxo ascendente geram muitas vezes desconfianças no quadro de funcionários, por temerem o poder coercitivo da diretoria da empresa. Desta forma, é necessário compreender a cultura organizacional – comportamentos, pensamentos – para então definir e
implementar ações deste tipo.
O envio de press-release é uma prática normal nos departamentos de comunicação, porém nem sempre é feito de maneira adequada. O ideal é que se crie e mantenha relacionamentos estreitos com jornalistas dos mais diversos meios de comunicação, para que este instrumento não caia no erro da unilateralidade e frieza. Também é necessário tomar cuidado para que, através desta ferramenta, não haja enaltecimento exacerbado do fato ou organização, podendo ser confundida com publicidade explícita.
Diante das vantagens e desvantagens, cabe ao profissional de comunicação analisar e optar pelo canal mais adequado para o envio de suas mensagens.
* João Felipe Ramos é diretor Comercial da Public – Pesquisa de opinião e mercado

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