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Quem matou a Velhinha de Taubaté?

Por Hélio Gama A autoria da morte de uma das mais brilhantes personagens da história da crônica brasileira, a Velhinha de Taubaté, na sexta-feira, …

Por Hélio Gama

A autoria da morte de uma das mais brilhantes personagens da história da crônica brasileira, a Velhinha de Taubaté, na sexta-feira, 19 de agosto, “aos 90 anos”, segundo seu criador Luis Fernando Verissimo, a despeito do texto dúbio publicado no dia 25 de agosto nos jornais Zero Hora, de Porto Alegre; O Globo, do Rio de Janeiro; e O Estado de S. Paulo, da capital paulista, não tem mistério. Quem a matou foi o único que poderia fazê-lo, ou seja, o próprio autor, o cronista Luis Fernando Verissimo. Sem a menor sombra de dúvida, em algum momento entre o dia 19, sexta, e 24, quarta-feira, Veríssimo decidiu: “Vou matar a Velhinha de Taubaté”. Talvez tenha contado sobre sua decisão para a mulher e os filhos, ou mesmo alguns amigos, para que eles não soubessem da notícia apenas no dia de sua publicação. Talvez tenha ficado em silêncio. Mas foi Luis Fernando quem matou a cândida moradora da velha Taubaté, hoje próspera, depois de um longo período decadente que a colocou entre as Cidades Mortas, de Monteiro Lobato, no primeiro quarto do século XX.

Se algum mistério pode existir na morte lastimada unanimemente por todos os apaixonados leitores de jornais do país e que não dispensam personagens que, no fundo, retratam alguns de seus próprios defeitos, é o seguinte: por que Luis Fernando Verissimo matou a Velhinha de Taubaté? De certa forma, foi para homenagear essa magnífica personagem e buscar uma explicação para esse triste desaparecimento que a redação do jornal Oi Porto Alegre solicitou a opinião de algumas pessoas.

Podem existir muitas explicações para a morte da Velhinha de Taubaté e não é raro que o próprio autor colecione algumas dessas razões, conforme seu estado de espírito agora e nos próximos anos. Mas existem fortes suspeitas de que o que levou a Velhinha a ser morta por seu criador foi o que eles fizeram a partir de janeiro de 2003 e que, agora, todos sabemos. De alguma forma, terá sido uma espécie de eutanásia? Nós, porto-alegrenses, compreendemos o imenso sofrimento enfrentado pelo autor do golpe mortal e estamos solidários com nosso querido conterrâneo que tantas provas já deu de que aplica o seu grande talento para bem alimentar o nosso espírito. 

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