Por Sérgio Dillenburg Mais uma vez, a necessidade do diploma
“É um direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ótica, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dá visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas”, acentua a Fenaj em seu manifesto em defesa do jornalismo, da sociedade e da democracia no Brasil.
A alegação de que a exigência do diploma limita a liberdade de expressão na imprensa não tem fundamento, uma vez que a mídia disponibiliza espaços àqueles que efetivamente tenham alguma opinião, reclamação, artigos e outras manifestações ocupem seus espaços. Mas compete ao editor, repórter, colunista ou articulista, com seu discernimento, conquistado ao longo de sua formação e experiência, avaliar sua qualidade e o equilíbrio das matérias e coberturas produzidas para uma edição, em seu cotidiano.
Seria um retrocesso se aprovada tal resolução. Lembramos que logo no início dos cursos de jornalismo, os egressos das faculdades eram rotulados ironicamente por alguns veteranos escribas como “comunicólogos”, talvez temendo a perda de seus postos ou regalias. O tempo demonstrou que a maiorias desses graduados, apesar das dificuldades iniciais nas redações, como adaptação, revelaram-se competentes, esforçados e objetivos em seus propósitos, reconhecidos pelas empresas e leitores, com real compromisso com a função social da mídia.
“Não são apenas os jornalistas, mas a Nação que perderá se a profissão ficar nas mãos dos interesses particulares” – alerta a Fenaj. E acentua o fato de que não se pode permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos.

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