Artigos

Sobre chatos e “malas”

Por Mário Rocha Um precioso amigo ocupou meu precioso tempo para teorizar sobre a existência dos chatos e daqueles que a gente diz que …

Por Mário Rocha

Um precioso amigo ocupou meu precioso tempo para teorizar sobre a existência dos chatos e daqueles que a gente diz que são “malas”. Para ele, a diferença está em que o chato é um “mala” que não se toca. Não sabe que é. Por isso é chato. Pior do que “mala”. Para mim, que não sou especialista no assunto, o chato é o “mala sem alça”. Mais difícil de carregar.

Sou um otimista. Levo numa boa quando não consigo evitar o chato que se aproxima e espero, educadamente, a primeira chance para bater em retirada. Estabeleci a seguinte classificação em ordem crescente de chatice: pochete, valise (ou pasta), mala, baú e contêiner. 

O título e os dois parágrafos acima existem como forma de autocrítica. Tenho a plena convicção de que, bem de vez em quando (na minha opinião), ou a todo instante (segundo algumas pessoas), também sou chato e sou “mala”. Quando? Por exemplo, quando insisto em trazer para este espaço as emocionantes aventuras do Porsche.

Porsche é o gato da Marta. Moro com eles. Pois o Porsche anda mais estressado que o Obino quando estava querendo inaugurar a Arena de qualquer jeito, ainda durante o seu mandato na presidência do Grêmio. Ou que o Guido Mantega fazendo manobras para mascarar o déficit nas contas públicas e os monumentais Restos a Pagar de cada exercício fiscal.

Estávamos esvaziando a casa. Mudando para outra, bem perto. O Porsche não entendia nada. Outro dia, logo depois do almoço, chamei: “Porsche, vem deitar!”. Explico. Acho muito saudável o hábito espanhol da “siesta” e já li médico bam-bam-bam garantindo que um cochilo após a refeição faz um bem danado para a saúde da gente. O Porsche sempre dispara na frente. Desta vez, ele ouviu, disparou e sumiu.

Lá estava eu no outro quarto, porque o do casal já foi desmontado e despachado, e nada do Porsche. Encontrei-o no quarto vazio. Olhando para a porta. Sentado exatamente no lugar onde deveriam estar a cama e a colcha que é só dele. Ao me ver, começou a miar e a miar e a miar. Contava que alguma coisa estava errada, muito errada. Peguei-o no colo, levei para o outro quarto, afofei bem afofado. Então, só então, dormimos. 

Compartilhar:

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.