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This box was made for walking

Por Roberto Andrade Este é o nome de uma pesquisa encomendada pela Nokia ao London School of Economics – publicada na última semana -, …

Por Roberto Andrade

Este é o nome de uma pesquisa encomendada pela Nokia ao London School of Economics – publicada na última semana -, que analisou a fundo o impacto que a implementação da TV Móvel vai causar na vida dos consumidores.

A personalização das informações e a interatividade são os elementos-chave deste novo ambiente multimídia, onde usuários, produtores de conteúdo e anunciantes vão desfrutar de experiências inéditas de relacionamento em cima de conteúdos e marcas.

O estudo foi coordenado pela Dra. Shani Orgad, conferencista do Departamento de Mídia e Comunicação da Londos School of Economics e uma das maiores especialistas mundiais em Novas Mídias e Globalização da Informação.

Para a Nokia, esta pesquisa confirmou as projeções que fazem todos os que estudam o tema com alguma profundidade. Na TV Móvel, os usuários poderão receber os conteúdos que quiserem a qualquer hora, em qualquer lugar e, o principal, poderão criar e fazer o upload de sues próprios conteúdos. Uma mudança e tanto..

Esta previsão de que os próprios usuários deverão gerar conteúdos para as suas redes de informação e relacionamento ganhou fôlego após a explosão de experiências como o You Tube e outros portais que funcionam como players on-line.

Mas ainda não há um consenso sobre como transformar este novo patamar de relacionamento entre marcas e usuários em modelos viáveis e rentáveis de negócios. O mundo digital e a mente dos consumidores vão ainda passar por uma longa fase de adaptação tecnológica e cultural até que as novas demandas possam ser geradas e compreendidas.

O estudo da Dra. Orgad identificou, por exemplo, que na TV Móvel o conceito de “mensagem publicitária” sofrerá profundas alterações, passando a trafegar em nichos específicos, quebrando completamente a espinha dorsal da mass media que ainda hoje alimenta a alma dos quase sempre conservadores departamentos de planejamento da maioria das agências de publicidade. Locais onde, tenham certreza, haverá uma forte dança das cadeiras e muitas aposentadorias precoces.

Os formatos dos conteúdos na TV Móvel serão “short” e “shared”, super concisos, com mensagens de 5 a 7 segundos que não terão o perfil de “anúncios” e sim de “informação focada em conceitos”.

As marcas vão se reposicionar com “meta-marcas” para atender um consumidor cada vez mais exigente, independente, criativo e curioso. O entretenimento (novelas, musicais, reality shows, programas infantis, animação, esporte, etc) virá com linguagens técnicas e artísticas profundamente alteradas, em formatos reduzidos, fragmentados, nunca superiores a 1 minuto. Serão os chamados “mobisodes”, episódios para Mobile TV.

As audiências vão se consolidar em horários múltiplos e bastante diferenciados dos atuais, vinculados à obrigatoriedade presencial que a TV aberta exige. A tendência é que na TV Móvel as maiores audiências aconteçam de manhã cedo e no horário do almoço.

Há no estudo bancado pela Nokia muitos outros detalhes importantes que poderão funcionar como balizadores das tendências de consumo e dos hábitos deste novo universo de consumidores, sempre ávidos por novidades e dispostos a experimentar o que não conhecem.

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