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Um ano de ColetivaTech: A tecnologia como motor do marketing moderno

De Fábio Rios, para Coletiva.net

Quando lançamos o ColetivaTech há um ano, nosso propósito era claro: documentar uma transformação profunda e irreversível no ecossistema de comunicação. O marketing, focado historicamente no apelo das grandes campanhas e na compra de espaço publicitário tradicional, passou a vivenciar uma redistribuição direta de seus orçamentos.

Ao longo dos últimos doze meses, acompanhamos semanalmente a migração desses investimentos para as tecnologias de apoio, mostrando que a grande questão do setor deixou de ser apenas onde anunciar para se concentrar em como construir infraestrutura. Ao olhar para trás, fica nítido que o mercado não está apenas adotando novas ferramentas, mas sendo inteiramente reconfigurado por elas.

Nesta trajetória, nossas análises se concentraram nos pilares que formam a nova espinha dorsal do marketing:

  • A Era do Dado Próprio (First-Party Data): com o fim dos cookies de terceiros e a consolidação da LGPD, o CRM deixou de ser um simples disparador de e-mails para se tornar o ativo mais valioso das marcas.
  • Inteligência Artificial Operacional: indo além do deslumbre inicial com a tecnologia generativa, mostramos como a IA passou a automatizar a personalização de jornadas, a otimização de mídias em tempo real e a análise preditiva de comportamento.
  • AdTechs e MarTechs no Centro da Estratégia: atingir o público certo tornou-se um exercício de engenharia de dados, colocando as plataformas integradas no centro dos planejamentos anuais.
  • Mensuração e Atribuição: a busca por retorno financeiro claro fez as empresas investirem em inteligência de dados e analytics, substituindo antigas métricas de vaidade por eficiência comprovada.

A razão para a relevância desse debate é direta: o dinheiro mudou de endereço. Se no passado a maior fatia do orçamento de comunicação era destinada exclusivamente à criação e veiculação de mídia, hoje uma parcela substancial é direcionada para licenças de software, arquitetura de dados e capacitação técnica.

A publicidade continua cumprindo o seu papel de atração, mas a tecnologia de apoio tornou-se a estrutura fundamental que garante a eficiência da operação e a conversão em vendas. Cobrir esse movimento é compreender o novo modelo de negócios da comunicação, no qual anunciantes sem dados estruturados perdem eficiência e agências sem domínio técnico perdem competitividade.

Olhar para esse primeiro ano traz orgulho do caminho percorrido, mas o foco permanece no que vem a seguir. A convergência entre tecnologia e comunicação está longe de terminar, e os próximos passos exigirão atenção à maturidade das decisões guiadas por algoritmos, ao crescimento dos ecossistemas de retail media e à busca por um marketing automatizado que preserve a ética no uso das informações.

O ColetivaTech nasceu para ser um ponto de referência e orientação para o mercado no meio de tantas transformações. Agradecemos a cada leitor, fonte e parceiro que esteve conosco nesses primeiros 365 dias, com a certeza de que continuaremos aqui, semana a semana, traduzindo os rumos desse novo mercado.

Fabio Rios é diretor de Marketing da Brivia.

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