Por Antonio Oliveira
Volto a repetir que há pessoas que passam a vida inteira estudando e não aprendem nada. Ou aprendem tanto que passam a julgar-se seres superiores, que se desligam da realidade e de seus problemas. Ficam flutuando, insensíveis.
Outra vez que escrevi sobre o tema foi para tentar entender um magistrado que demitiu do STJ um estagiário negro, por julgar que o jovem ficara muito próximo, atrás de si, na fila do caixa eletrônico no andar térreo da sede do tribunal.
Este mesmo magistrado veio a um ato em Porto Alegre e ao chegar no local do evento dirigindo seu próprio carro, não encontrou vaga para estacionar, negou-se a entregar o veículo ao funcionário encarregado de manobrar os carros dos convidados e retornou para casa.
Pois esta semana, o STJ voltou a mostrar todo o conhecimento, genialidade e sensibilidade dos seus ministros. Depois de muitos anos de estudo, eles decidiram jogar no lixo a Lei Seca e incentivar os bebuns a continuar matando impunemente pessoas inocentes nas ruas e estradas do Brasil.
Em outra decisão profundamente estudada, acabou com a punição para estupros de meninas e meninos brasileiros. Os tarados e bandidos em geral estão liberados para pegar meninas de 12 anos e fazer o que bem quiserem com elas. Não é mais crime. E o pior que quem tomou esta decisão foi uma mulher.
A liberação dos assassinos ao volante e dos tarados para que continuem cometendo seus crimes é uma demonstração de insensibilidade que a sociedade não pode permitir a nenhum magistrado que é pago (e muito bem) com o seu suor. É nesta hora que se pergunta para que serve o STJ e não se encontra resposta que justifique a sua existência. É uma casa que só dá prejuízo.

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial