Por Antonio de Oliveira
Nestes tempos em que os jornais e revistas da grande mídia brasileira começam a assumir suas posições contrárias aos governantes de plantão, nas notícias, reportagens e editoriais, acho que chegou a hora de os governantes de plantão criarem seus próprios meios de comunicação escritos para darem os seus recados, prestar contas e defender os seus projetos junto a quem os elegeu.
Longe de mim achar que os barões da mídia não têm o direito de fazer política com os seus meios de comunicação, embora eu seja daqueles antigos que entendem que os jornais têm uma finalidade social e que são para informar e formar a opinião pública, ouvindo os dois lados, ao fazer uma matéria, por exemplo. Cooperando para que a sociedade evolua.
Mas hoje os capatazes dos grandes jornais e revistas dizem que esta história de ouvir os dois lados já era. E a direção da ANJ defende abertamente a participação da imprensa no ataque, para ajudar quando a oposição é fraca. Eu sou um velho que acha que os meios de comunicação têm que ser independentes, com direito a ter e dar sua opinião sobre qualquer tema, mas não o direito de eleger e de atacar adversários políticos. E, muito menos, negar direito de resposta.
Por tudo isso, entendo que o Governo de Dilma Rousseff deve fazer o que Lula (um erro, na minha opinião) não fez, que é criar um veículo nacional de comunicação escrito e virtual para informar com correção aqueles que a elegeram. Não penso numa revista daquelas sofisticadas, com papel especial, que ficam amontoadas nos cantos dos escritórios. Penso num jornal tablóide, que possa ser distribuído nas sinaleiras, nos locais de grande aglomeração, na sexta-feira, sábado e domingo, para as pessoas levarem, de graça, para casa e lerem no fim de semana.
Um jornal popular com notícias, reportagens e editoriais curtos, com linguagem simples, objetiva, para o povão ler, entender e saber o que está acontecendo no País e o que é que o Governo está fazendo para ele (povão). E quando um destes jornalões divulgar uma daquelas “reportagens” tipo a ficha policial falcatrua da Dilma, imediatamente esclarecer ao povão, já que este é o País em que a imprensa diz o que quer e não dá direito de resposta a ninguém.
Os recursos para esta publicação popular podem ser encontrados, retirando-se a metade das publicidades pagas de empresas públicas que vão para os jornalões que fazem oposição ao Governo. Não é possível mais que uma revista que traz na sua capa uma reportagem fantasiosa, mentirosa, contra integrantes do Governo, tenha no seu interior seis, sete páginas de matérias pagas, de propaganda de empresas estatais.
Nada contra a liberdade de expressão, de imprensa e de empresa, mas se querem atacar e mentir, que paguem por isso e não usem recursos, muitas vezes, das próprias empresas que atacam. Ai, eu concordo que eles se transformem em partidos políticos.
Desnecessário dizer que este jornal popular tem que estar com portal na internet e respondendo prontamente nas redes sociais a todas as provocações e mentiras que o partido político da ANJ e da Abert divulgue. Dilma não pode passar quatro anos, e possivelmente mais quatro, sendo violentamente atacada, como o foi durante a campanha eleitoral, sem armas para se defender. A oposição já avisou que não dará trégua e, se sem avisar eles já fizeram o que fizeram, o que não farão avisando.
É uma idéia para ser pensada em conjunto por quem assumir a Comunicação Social da Presidência da República e dos 14 Estados que darão sustentação ao Governo de Dilma Rousseff. E para ser executada profissionalmente por dentro ou por fora do Governo.

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