Por Pedro Volkmann Por incrível que pareça, nas pesquisas de opinião sobre escolhas de produtos, a variável preço sempre entra como um forte apelo. Todas as pessoas entrevistadas, quer vendedores ou compradores, vão sempre citar esta razão para a não compra.
Então vamos analisar algumas compras efetuadas:
a) Uma tv 29″ de uma mesma marca em duas lojas de varejo:
– Uma das lojas tem o menor preço, porém a compra tem que ser feita em até três vezes – estão vendendo juros. Outra loja tem preço maior, porém facilita o pagamento em até 18 vezes – estão vendendo o prazo.
b) Uma lata de coca-cola:
– Em uma promoção de um super a R$ 0,75: estão fazendo você entrar no super para levar pelo menos mais 12 produtos – estão vendendo mix. Em uma danceteria, a mesma latinha custa R$ 4,50 – estão vendendo o lugar (você costuma pagar 6 x mais por um produto?).
c) Uma peça de carro:
– Em uma emergência às três da manhã em uma estrada erma, vão cobrar o quanto quiserem – estão vendendo atendimento; Em uma concessionária, vão cobrar mão-de-obra e a peça cerca de 30% mais caro que no chamado aftermarket (lojas de peças e serviços independentes) – estão vendendo conhecimento e segurança. E, em uma loja de autopeças, vão cobrar 30% mais barato do que na concessionária (peças e serviços). Agora, você entra em uma concessionária depois do término da garantia do seu carro? Ou você entra em qualquer oficina? Pois é – nestas lojas também estão vendendo confiança e segurança.
Então, pense exatamente no nicho que vais querer atingir, a questão de quanto vão pagar pelo seu produto ou serviço é só uma questão da avaliação de todas as outras variáveis envolvidas no processo.
De ré na contramão, para ter um produto com preço justo.

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