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Vou de bike. E quero voltar!

Por Carolina Zogbi A bicicleta ficou a poucos metros do corpo da ciclista, na Avenida Érico Veríssimo. As duas foram vítimas da guerra movida …

Por Carolina Zogbi

A bicicleta ficou a poucos metros do corpo da ciclista, na Avenida Érico Veríssimo. As duas foram vítimas da guerra movida a combustível e intolerância. A jovem não perdeu a vida porque estava de bicicleta, mas por causa da falta de respeito que há em todas as ruas e avenidas da nossa cidade. A pressa em economizar alguns minutos e de mostrar que o potente veículo pode mais comparado a quem está munido apenas de duas rodinhas são os verdadeiros culpados.

 O fato da menina não estar de capacete também não foi determinante. Amenizaria o choque, mas não sabemos se evitaria a tragédia. Mesmo sendo o principal amigo dos ciclistas no trânsito (e indispensável sempre), ele não é uma capa mágica, apenas uma proteção.

Quantos sonhos e aventuras as duas não passaram juntas? Quantas vezes a garota deve ter ouvido que era para se cuidar ao sair de casa? Cuidar com os carros na rua? Não ir de bike? Muitas, como todos nós, ciclistas. Mas isso não muda o fato de que precisamos de mais cuidado ao volante, o carro é uma arma. Ele destrói, amassa, mata. E não mata apenas quem morreu,  mata a nossa fé em um mundo melhor.

Nesta quinta-feira, 20, a vida de uma estudante de pedagogia de apenas 21 anos, que costumava usar a sua bicicleta para ir à aula, se exercitar e contribuir com o ambiente foi tirada de uma forma violenta e injusta. E junto com ela quase nos foi arrancada a vontade de continuar pedalando por um mundo melhor.

Não é culpa do motorista, que como a maioria está apressada, e por vezes passa o sinal vermelho, corta ciclistas, pedestres. Muito menos da menina que pedalava, isso fazia parte da rotina. A culpa é de todos nós. Precisamos de uma atitude para que o trânsito pare de impedir que tanta gente chegue ao seu destino. Não queremos mais ver pessoas morrendo enquanto fazem o que gostam, nem ver bicicletas destruídas no chão.  Precisamos de mais educação, consciência e, principalmente, de mais amor, por favor!

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