Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou de Porto Alegre, formada em Jornalismo pela PUCRS. Trabalhei na TV Educativa pouco antes da graduação em 1996 e integrei por oito anos a equipe de reportagem da Rádio e TV Bandeirantes, na capital gaúcha. Em 2004, vim para Brasília, a convite de Paulo Gilvane, para coordenar o jornalismo da então recém-criada sucursal da Agência Radioweb. Especializei-me em Ciência Política e atualmente trabalho com uma equipe de 15 repórteres, entre Porto Alegre, São Paulo e Brasília, além de correspondentes em todo o país.
Você registra passagem por rádio, TV e online. Na sua opinião, qual a principal diferença entre os meios?
A TV é um veículo mais complexo, porque envolve uma equipe e um processo de produção e edição muito maior até chegar ao resultado final da reportagem. Acredito que a velocidade da informação ainda é do rádio – que pode ter acesso e integração com o ouvinte em tempo real em qualquer lugar. A internet, principalmente redes sociais como Twitter, também passou a ter essa vantagem do tempo real. Ainda assim, a cobertura – num país onde o acesso à web ainda é difícil – não é tão amplo e emocionante quanto as ondas do rádio.
O que te levou a optar pela profissão de jornalista?
Eu tinha um professor, ainda na faculdade, que dizia: “Não façam jornalismo só porque vocês gostam de escrever, é muito mais que isso”. Quando você é um jovem de 20 anos, quer fazer jornalismo para poder mudar alguma coisa que está acostumado a ver na mídia, ter oportunidade de abordar de forma diferente alguns assuntos que são sempre tratados do mesmo jeito, enfim, acreditar que pode contribuir para a prestação de serviço e diversidade da informação. Portanto, como o professor dizia: “É muito mais do que escrever”.
Que lições levou de Porto Alegre para Brasília, onde está radicada desde 2004?
Quando cheguei à Brasília percebi que o radiojornalismo era uma novidade ainda. Boa parte daqueles que trabalhavam na área vinham de regiões em que a tradição de jornalismo em rádio, que temos no Sul ou em São Paulo, não segue o mesmo padrão. Para formar a equipe que queríamos foi preciso explicar o ritmo, a abordagem e “falar a mesma língua” até que fosse possível chegar a um texto radiofônico claro, direto e acessível aos ouvintes.
O que toda Diretora de Redação deveria saber?
Uma equipe só funciona se você é assertivo.


