Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Charles Soveral

Comunicador vem de família ligada à imprensa

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Chamo-me Charles Soveral, tenho 62 anos, natural de Porto Alegre, e venho de uma família ligada à imprensa de uma forma geral. Meu avô, Antônio Soveral, foi jornalista no início do século XX e trabalhou no antigo Jornal do Comércio. Meu pai, Ernesto Carlos Soveral, não foi jornalista, mas trabalhou como distribuidor de livros, jornais e revistas. Cresci cercado de publicações de todo tipo dentro de casa e no escritório do meu pai.

2 – Por que optou pelo Jornalismo?

Esse ambiente familiar influenciou na escolha profissional. Antes de me formar pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), fui trabalhar como produtor na rádio Gaúcha no programa ‘Atualidade’, então apresentado pelo jornalista Jorge Alberto Mendes Ribeiro. Depois fui trabalhar na redação de Zero Hora em diversas editorias como Geral, Economia e Política.

Trabalhei como repórter e editor na Gazeta Mercantil até seu encerramento de atividades e depois como repórter e editor no Jornal do Comércio. Em 2005 criei a Editorial Sul, empresa voltada à produção de materiais de Comunicação empresarial. De lá pra cá a Editorial Sul atendeu empresas públicas como o Departamento Municipal de água e Esgotos (DMAE) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), e também empresas privadas como Celulose Riograndense (CMPC), Plano de Saúde da Instituição Beneficente Coronel Massot (IBCM) e o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).

3 – Em março, junto ao Vitor Bley, você criou a TV Editorial. Como tem sido a experiência nesse período?

A TV Editorial está dando seus primeiros passos. É um mercado promissor porque as pessoas estão cansadas da programação da TV aberta, geralmente presente nas salas de espera enquanto aguardam atendimento. O Vitor Bley é um jornalista dinâmico e cheio de boas ideias. Estamos enfrentando os desafios deste novo projeto porque estamos mesclando Jornalismo com Marketing. Tudo feito com muita qualidade editorial.

4 – Na sua opinião, quais são os principais desafios da profissão?

Ser jornalista na atualidade virou uma profissão de risco. Ao longo da minha carreira, a única preocupação era ser fiel aos fatos e descrevê-los da forma mais direta e objetiva possível. Hoje, tudo o que você fala ou escreve passa por um crivo ideológico. As pessoas querem saber de que lado você está politicamente e, conforme a sua posição, colocam em dúvida a sua competência e credibilidade. Tenho meu lado, como todo mundo, e acredito que o profissional jornalista precisa trabalhar com ética e imparcialidade, mesmo que contrarie as convicções pessoais.

5 – Quais são os seus planos para os próximos cinco anos? 

A TV Editorial é o plano atual. Quero que nos próximos anos possamos abrir portas em grandes empresas, levar informação qualificada para todos os que alcançarmos. É certo que vivemos a era da informação e o lado que escolhi como profissional é trabalhar com informação qualificada, construída com respeito ao público e que faça bem para as pessoas.

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