1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou o Vieira, natural de Pelotas. Vim para Porto Alegre em 2002, para fazer faculdade e me formei na PUC. Tive passagens pela Escala e DM9Sul e, atualmente, faço parte da equipe da JWT.
2. Qual é a sua expectativa ao assumir como diretor de Arte da JWT?
A melhor possível. Gostei muito da filosofia da agência de equilibrar um dia a dia bem feito com participação em festivais. Além do fato de poder trabalhar com o Rodrigo Rocha e o Diego Wortmann (minha dupla e diretor de criação, respectivamente), que pensam da mesma forma que eu e têm a mesma pilha. Aquele “sangue no olho” por fazer propaganda contundente.
3. Como foi a escolha pela área de Criação?
Quando eu era criança, era fascinado por comerciais de TV. Gostava mais do intervalo do que dos programas, na maioria das vezes. Meu sonho é que um dia a minha avó veja um comercial no ‘plim plim’, diga que é bom e eu olhe pra ela: “ Vó, fui eu que fiz”.
4. O que todo criativo deve saber?
Que propaganda boa é propaganda corajosa. Hoje muito anunciante morre de medo de provocar as tensões do cotidiano. Se uma marca não assume uma posição, não diz o que pensa, fica numa zona segura em que ninguém fala mal dela. Mas ninguém fala bem também. Parafraseando o Simon Sinek, autor da teoria do Golden Circle, as pessoas não compram o que você faz e sim o que você acredita.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Agora pretendo fazer um grande trabalho aqui na agência e criar muita coisa que me dê orgulho. Mais pra frente, a ideia é fazer um ano sabático pra estudar cinema fora do Brasil. Fiquei com essa ideia na cabeça desde que comecei a acompanhar o trabalho do designer Stefan Sagmeister. Ele defende que parar a cada seis ou sete anos de carreira para fazer algo completamente diferente é extremamente saudável para a profissão. O cargo de head of film me parece um bom lugar para estar daqui a cinco anos, então, acho que o curso viria bem a calhar. Quem sabe não inauguro esse cargo numa agência aqui do Sul?


