Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou jornalista e tenho 32 anos. Entrei na profissão achando tudo um sonho, que poderia colocar a boca no trombone por tudo, por todos e por qualquer coisa. Assim via o Jornalismo: um grande megafone que salvaria o mundo. Meu primeiro trabalho foi em 1998 e, de lá prá cá, passei por várias áreas: rádio-escuta, produção de TV, gerenciamento de conteúdo para sites, revista, assessoria de imprensa. Mas a grande escola, posso dizer, sem dúvida alguma, foi a Revista Amanhã. Lá, estagiei por dois anos e aprendi muita coisa do que sei. E olha que tenho muito a aprender ainda! Jamais esqueci a frase que o Eugênio Esber me disse: “Melhor pecar pelo excesso do que pela omissão.” Não apenas está na minha memória como também nas minhas ações. Mas sai de lá porque queria e precisava adquirir experiência em assessoria. Foi o que fiz. Trabalhei em alguns escritórios prestadores de serviços neste segmento da comunicação, até chegar na Fiergs.
Quais são seus planos ao assumir este desafio?
Depois da Fiergs, resolvi botar a cara na rua e seguir meu sonho. Já estava lá há quase cinco anos. Mais uma vez, queria mais e podia. Muitas dúvidas e medo, de errar, principalmente, de não dar certo. Medo do novo. Mas como sempre fiz na minha vida, fui correr o risco. “Melhor errar por excesso do que por omissão, né?”. Até que surgiu a Matrix. Já trabalhava com comunicação corporativa, desenvolvendo trabalhos para alguns clientes que ainda desenvolvo. A Matrix é uma coletânea de experiência. Minhas e do meu sócio Ricardo.
Como você vê o cenário da Comunicação Corporativa no Estado?
Nosso Estado é pequeno, mas com grande potencial. Hoje, esse nicho de comunicação não está apenas com as grandes empresas, pequenas e médias estão percebendo a importância e sentindo a necessidade de colocarem sua marca na rua. Mais do que isso: estão percebendo a necessidade de terem um profissional cuidando disso. O grande problema da nossa área é justamente esse: as pessoas não compreendem a dimensão do trabalho e acham que podem fazer sozinhas. Isso é muito bom, pois valoriza nossa área e abre mercado.
O que mais te dá prazer na profissão?
Tudo! Amo o que faço. Não sei fazer outra coisa. Um dia me peguei pensando: o que eu seria se não fosse jornalista? Logo respondi: nossa, que vazio! O Jornalismo proporciona coisas diferentes a cada dia. Nada é igual. Cada pauta é uma pauta. Cada cliente é um cliente. Tudo depende. Nunca se sabe o dia de amanhã. Tem semanas que penso que será tranquila, até dar uma reviravolta e ser uma correria danada. Sem tempo pra nada. Corto almoço, academia e faço tudo ao mesmo tempo. Às vezes o contrário também acontece, mas é bem mais difícil. Penso que seja esta rotina que nos fascina.
O que todo profissional de Comunicação Corporativa deveria saber?
São tantas coisas. Neste momento, diria que o principal é agir com ética, coerência e muito, muito jogo de cintura. Saber lidar com as diferentes pessoas e suas diferenças. Pode até parecer redundante, mas não é. Estamos sempre à frente de pessoas e cada uma com suas peculiaridades. Jogo de cintura é fundamental. Mas amando a profissão e sendo realizada (e isso inclui realização pessoal), se tira de letra.


