1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou Fernando Becker, tenho 39 anos, nasci em Porto Alegre, mas fui criado em Venâncio Aires, interior do Rio Grande do Sul. Sou formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC. Ainda no Interior, fiz alguns trabalhos para a Rádio Venâncio Aires, entre 1990 e 1991. Entrei no Jornalismo em 1995, como estagiário da Assessoria de Imprensa do Palácio Piratini, durante o governo Antonio Britto (1995-1998). No mesmo ano, fui para a TVE onde iniciei minha carreira profissional em televisão. Em janeiro de 1999, passei pela TV Bandeirantes e, em fevereiro, fui contratado pela RBS TV, onde estou até hoje.
2. Como foi ganhar o Prêmio ARI de Telejornalismo?
Foi e sempre é uma grande satisfação, um sentimento único de realização profissional. Considero o prêmio máximo do jornalismo gaúcho, por isso conquistá-lo tem um sabor de título, indescritível. Na minha vida universitária, ouvia muito falar no Prêmio ARI, por isso colocar a mão naquele troféu e ver que ele é meu provocou uma sensação de sonho realizado. Faz quatro anos que inscrevo trabalhos no concurso. Nos últimos três, conquistei dois primeiros lugares (2010 e 2012), um segundo (2011) e duas menções honrosas (2010 e 2012).
3. O que todo jornalista esportivo precisa saber?
Precisa saber apurar bem a notícia. No esporte, existe muita omissão de informação, para não dizer outra coisa. Jornalista esportivo precisa saber que não pode ficar acomodado com a primeira informação apurada. Ele precisa ir atrás de todas as versões possíveis.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
O reconhecimento do trabalho, sem dúvida, é o maior prazer. Outra fonte de prazer é percebermos que tudo foi bem feito e as metas, atingidas. No ano passado, fiz uma série de reportagens sobre corrida de rua – como esse esporte está ajudando jovens dependentes químicos, que buscam tratamento em uma comunidade terapêutica, e jovens que não estão mais internados e já vivem sem drogas. A execução do trabalho foi fantástica e a repercussão que minha equipe teve nas mídias sociais também. Sem contar a lição de vida que repassamos ao público com os personagens das reportagens.
Conheci um ex-assaltante de bancos que hoje corre, literalmente, atrás da felicidade. Ele não pega mais nenhum centavo que encontra no chão. Virei amigo dele. Quando participo de provas aos domingos, estamos sempre juntos. No ano passado, ele conquistou o terceiro lugar na modalidade 5 quilômetros. Estas histórias nos motivam a fazer mais descobertas. Também sinto prazer vendo as pessoas felizes com o nosso trabalho, com a informação bem colocada, com as histórias bem contadas. Prazeroso é ver o nosso público-alvo satisfeito com aquilo que nós fazemos.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Acabei de concluir o curso de técnico de futebol. Para quem não sabe, sou treinador. Se tiver algum clube interessado… (brincadeira). Na realidade, fiz o curso para ampliar os conhecimentos, mas nunca vou descartar trabalhar com futebol, afinal de contas, eu vim do futebol. Tenho muitos amigos espalhados por aí e não se podem fechar as portas. Mas, atualmente, sou jornalista e, como tal, penso um dia em virar comentarista. Estou amadurecendo a ideia.
Entendo que tenho muito a contribuir na função, principalmente, pela experiência de ter sido jogador durante 10 anos nas categorias de base do Guarani de Venâncio Aires e por ter sido treinado por Mano Menezes. Digo isso porque aprendi muito com ele. Além do mais, são quase 17 anos acompanhando o dia a dia de dois dos maiores clubes do Brasil, por onde passaram grandes treinadores.
Como sou um profissional muito observador, inquieto e curioso, aprendi muito neste período. Dá para se dizer que, a cada semana, a dupla Gre-Nal proporciona um aprendizado diferente, seja na parte técnica, tática e até no relacionamento humano. Porém, serei um comentarista um pouco diferente dos atuais. Aí vocês podem me perguntar: como, por quê? Ah, vocês vão ver!


