Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Franciane de Freitas

Jornalista e proprietária da Textuali Revisão Editorial, Franciane de Freitas conta sobre sua trajetória profissional e desafios da área

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Franciane de Freitas | Divulgação

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou Franciane de Freitas, jornalista, designer instrucional na Sagah, empresa do Grupo A, e proprietária da Textuali Revisão Editorial. Nasci em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e me formei em Jornalismo pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), há nove anos. Fiz especialização em Gramática e Ensino da Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

2 – Por que escolheu atuar com Comunicação?

Ler sempre foi um prazer, desde a infância. Quando saía com minha mãe, ainda pequena, com seis anos, não deixava ela descansar enquanto não comprasse uma revista em quadrinhos. Lembro disso até hoje. É algo que me marcou porque ela, muitas vezes, não queria comprar. Mas eu insistia. Depois comecei a escrever histórias infantis e colecionar livros. E a paixão pela literatura só aumentou. Junto, veio o gosto por ouvir e contar histórias. Então, aos 18 anos, tive a certeza de que seria muito feliz no Jornalismo.

3 – Como surgiu a ideia de se voltar para a área de revisão textual?

Trabalhei nas redações dos jornais Zero Hora e Correio do Povo, lugares onde aprendi coisas importantíssimas: produzir textos e revisar. Em ZH, participava da rotina da redação tendo o jornalista Pedro Chaves como chefe. Ali foram publicados os meus primeiros textos. Vivia intensamente o Jornalismo. Ao ir para o Correio do Povo, passei a trabalhar com uma área um pouco diferente daquela que estava acostumada: a revisão de textos do jornal. O dia a dia sempre foi frenético: equipe pequena e muitas páginas para concluir em pouco tempo. Mas sempre gostei muito de correria. Foi nesse contexto que descobri o meu lado revisor. Então, vieram os freelas para editoras e novamente o encontro com os livros. A relação só cresceu. Agora estou bem feliz com a Textuali, que me permite fazer algo que me dá muito prazer.

4 – O que a empresa representa para você?

Trabalhar com o mercado editorial – editoras, autores independentes, revistas – era um sonho. E a Textuali representa a concretização desse sonho. E cada novo cliente só reforça a minha vontade de apostar em novas formas de entregar um produto final com mais qualidade. O mercado carece de qualidade em todos os setores, e não seria diferente na revisão. Nos últimos anos, surgiu uma avalanche de profissionais que se dizem bons revisores. Cabe ao cliente criar critérios para selecionar o prestador de serviço adequado. O nosso objetivo é oferecer qualidade nos detalhes e proximidade nas relações com o cliente.

5 – Quais são os principais desafios de quem trabalha na área?

Um dos grandes desafios de quem trabalha na área é a concorrência com profissionais desesperados por trabalho e dispostos a aceitar valores muito abaixo do mercado. Muitas empresas se aproveitam disso, mas, no fundo, não sabem que podem estar entrando numa fria ao contratar um revisor que não tem as noções mínimas de sintaxe ou semântica. E isso é grave porque a editora e o autor são os maiores prejudicados nesse processo. O cuidado com a língua e a padronização precisam ser levados a sério pelo revisor. Revisor não “passa os olhos”, como costumam dizer muitas pessoas. O revisor precisa ser criterioso, dedicado, atencioso e extremamente cuidadoso com cada detalhe do texto, e isso leva tempo e tem o seu valor. Cada livro, por exemplo, é único e merece ser tratado com todo o carinho e profissionalismo.

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