1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Sou a Gabriele Lorscheiter. Nasci em Porto Alegre há 40 anos e sou jornalista, formada há 11 anos pelo Centro Universitário Metodista – IPA. Adoro futebol e mais ainda o Grêmio. Sou mãe da Larica, uma guaipeca que adotei há sete anos. Minha paixão por doce me levou para o universo da confeitaria. Fiz curso, criei uma marca e, por cinco anos, empreendi. Foi um período de muito aprendizado, trabalho, alegrias, mas também algumas frustrações.
Hoje, após alguns anos fora do mercado, atuo como produtora de Conteúdo na Integrada Comunicação Total. Além disso, escrevo mensalmente para a editoria Perfil e apresentei a primeira temporada do programa ‘(Re)contar’, do Coletiva.tv.
2 – Por que optou pelo Jornalismo?
Assim como escuto de muitos perfilados, gostaria de dizer que sabia desde pequena que seria jornalista, mas não foi assim. Na verdade, costumo dizer que ele me achou. Posso dizer que tudo começou lá na sétima série, quando tinha aula de culinária no colégio. No dia que fiz meu primeiro bolo sozinha, decidi que era isso que queria fazer. Quando chegou o vestibular queria estudar Gastronomia, mas na época somente a Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) oferecia e o valor era muito alto. Durante uma feira das profissões no colégio, assisti a uma palestra sobre Publicidade e algo me chamou a atenção. Passei no vestibular na Unisinos e cursei três semestres, mas tive que trancar. Essa parada forçada foi importante em diversos aspectos. Amadureci e percebi que sim, a Comunicação era o meu caminho, mas não a Publicidade. Pedi transferência de faculdade e de curso, foi uma das melhores decisões.
3 – O Coletiva.tv finalizou a primeira temporada de ‘(Re)contar’, com você na apresentação. Como foi essa experiência até aqui?
‘Louca’ define. Jamais imaginei que um dia ia parar na frente de uma câmera. Durante a faculdade sequer cogitei a possibilidade de trabalhar na TV, então receber esse convite foi uma surpresa. Cada gravação é um exercício de desprendimento, mas igualmente de resgate da minha vaidade, que há algum tempo estava adormecida. Sobre a dinâmica em si, sou suspeita para falar, pois adoro o perfil e mais ainda bater papo. Conhecer pessoas e suas histórias é uma das coisas que mais gosto.
4 – Além de revisitar as histórias de antigos perfilados, você ainda contribui com novos perfis para o portal. Como é ter essa relação tão íntima com a editoria?
É bom demais! Sou muito grata ao mestre Vieira – José Antonio Vieira da Cunha, fundador de Coletiva.net – por acreditar e me desafiar, lá em 2010 (não lembro exatamente), a escrever meu primeiro perfil. Já fui e voltei a escrever algumas vezes, e ainda assim me surpreendo e fico maravilhada com as pessoas que encontro. Acho uma grande responsabilidade traduzir, em poucas páginas, uma história de vida. Dou como missão cumprida quando o perfilado consegue se enxergar no texto.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Pergunta difícil. Pode parecer que não tenho objetivos, mas não costumo pensar nisso. Nos últimos anos minha vida deu tantas viradas. O que espero, de fato, é estar bem comigo, assim tenho a certeza de que tudo será mais fácil.
