1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou Gustavo Bittencourt, mas a maior parte das pessoas que me conhece me chama de Mini. Nasci em Porto Alegre, em 1974, e desde 1990 trabalho com Cultura e Comunicação. Comecei como operador de som do meu pai, que é humorista. Na área da Publicidade, iniciei em 1993 como redator nas agências Eficácia e Atlanta. Depois, passei oito anos trabalhando diretamente com o Roberto Philomena, na MPM Lintas, SLM, Standard, Exitus e Matriz. Nesse período, que considero minha formação fundamental, participei da criação da Matriz e do slogan do Zaffari ‘Economizar é Comprar Bem’.
Em seguida, tive um período muito fértil de sete anos na Escala, onde iniciei como redator, mas acabei indo para a Mídia, ajudando a criar o conceito e o departamento de Conexões para o desenvolvimento de projetos inovadores e integrados. Minha passagem mais recente por agência foram dois anos na Competence, onde entrei como diretor de Inovação e saí como vice-presidente de Planejamento, aprendendo muito sobre estratégia e negócios.
Na área da Cultura, minha principal atuação é como fundador, guitarrista e vocalista da banda Walverdes, também desde 1993. Em quase 20 anos, lançamos seis fitas cassete e cinco álbuns, e tocamos em todo o Brasil, de Pelotas a Rio Branco, no Acre, ao lado de bandas incríveis como Supergrass, Breeders, Nada Surf, Nebula, Nação Zumbi e o Ira!. Em rádio, escrevi e fiz locução do programa Ligado, Plugado, Amplificado, da Ipanema FM, entre 2006 e 2007. Entre 2009 e o início de 2012, fiz o programa Minimalismo na Oi FM, dedicado à cultura digital. Tenho o blog ‘Conector’, voltado para cultura e comunicação, desde 2006. Em 2008, me juntei com outros quatro blogueiros e lançamos o portal de blog ‘Oesquema’. Fora isso, eu já fiz várias outras coisas, tenho atividades ligadas ao budismo e ao zen shiatsu.
2. Quais são os planos a serem investidos a partir de agora?
No início de novembro, saí da Competence para repensar minha carreira. Meu plano agora é fazer isso, experimentar alguns caminhos, enquanto preparamos a gravação de novas músicas dos Walverdes. Também estou aproveitando para curtir a rotina doméstica, ficar mais em casa, encontrar os amigos.
3. Entre a publicidade, a música e a web, em qual área mais gosta de atuar?
Hoje, são áreas que se encontram com muita frequência, mas eu diria que sou uma pessoa da cultura e das humanidades, que acabou na publicidade por motivos práticos. Eu sou o típico clichê vulgar do aspirante a artista que acabou na publicidade. O envolvimento com cultura digital foi colateral também, acabei aprendendo e mexendo com isso por causa da música e do blog. Hoje, é uma das minhas áreas de interesse, mas do ponto de vista humano e cultural, não do ponto de vista do “saiu o novo iPad”.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
Na área da comunicação, o mais bacana é compreender os grandes movimentos culturais pelos quais passamos como país e como mundo, entender a linguagem da nossa era. Na área da cultura, o processo é o grande barato: tocar, compor, escrever. O fazer é o mais bacana, é pura carpintaria. Além do mais, tocando e escrevendo eu conheço muita gente diferente. Entre 2002 e 2007, viajamos bastante com a banda e foi maravilhoso participar de dezenas de festivais em todo o Brasil, ver o que estava acontecendo com a música, pra que direção ela estava indo, em tempo real. Ver uma indústria inteira mudando.
5. Como você se imagina daqui a cinco anos?
Realmente não sei. Estou bem no meio do processo de tentar pensar isso, mas ainda não sei.


