1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou publicitário com formação em direção de arte. Sempre morei e trabalhei em Porto Alegre. Iniciei minha carreira como estagiário na ADVB. Passei pela Acori, DCS, Live, e hoje sou diretor de arte e gestor de Criação na Escala.
2. Qual o sentimento de ter sete trabalhos reconhecidos no Prêmio Colunistas RS?
Todos os prêmios conquistados no Colunistas foram fruto de um ano de muito trabalho. Colocar na rua uma campanha com excelência criativa é algo muito difícil. Existem diversas etapas, desde a concepção até o resultado final, onde um trabalho pode perder qualidade. E é preciso muito empenho e dedicação para que isso não aconteça. Por isso, é muito gratificante ver o trabalho de um ano inteiro ser reconhecido e premiado. Significa que ele realmente atingiu um nível de qualidade criativa acima da média.
3. Quais são os principais desafios no processo criativo para órgãos públicos e para clientes privados?
O processo criativo para qualquer cliente é muito semelhante: é preciso chegar a uma solução de comunicação para um determinado problema. O importante é saber que o problema do cliente privado é diferente do cliente público.
O cliente privado está sempre na busca por melhores resultados. No final das contas, o que todo mundo quer é vender mais. E quanto mais criativa, impactante e pertinente for uma campanha, mais resultados ela vai trazer. Por isso, clientes da iniciativa privada em geral desejam campanhas criativas e inovadoras, que gerem bons negócios. O problema é que muitas vezes os próprios clientes não conseguem sair de sua zona de conforto e apostar efetivamente nisso. E o desafio para o criativo, nesse caso, vai além da responsabilidade de ter uma boa ideia. É convencer o cliente a apostar nessa solução inovadora.
Já um cliente público tem outras necessidades. O objetivo de toda comunicação pública é informar a população sobre as ações do governo e prestar contas com o cidadão. Entendendo isso, é possível entender muita coisa sobre comunicação pública.
Por exemplo: essa é uma das razões por que a propaganda pública é normalmente mais conservadora do que a propaganda privada. As campanhas ficam todas parecidas, “chapa branca”. O cuidado extremo com o conteúdo, a abrangência do público, o contexto e preocupações políticas, os processos burocráticos que trancam o trabalho. São diversos fatores que contribuem para que uma campanha pública se torne criativamente mais fraca já antes de nascer. E o desafio na criação está justamente nisso: conseguir fugir da mesmice.
Mas sempre existe uma possibilidade de driblar as dificuldades e colocar na rua uma boa ideia. E o primeiro passo é trabalhar junto com o cliente. Prova disso são os prêmios conquistados no Colunistas com o Detran-RS. Quando cliente e agência querem fazer um bom trabalho, tudo fica mais fácil.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
Duas coisas me dão prazer como criativo: ter uma boa ideia, e ver ela na rua.
Ter uma boa ideia pelo processo de criação em si, que passa por buscar referências, pesquisar, pensar diferente. Tudo isso faz com que se aprenda muito, todos os dias. E quando a boa ideia sai do papel e toma as ruas é ainda mais bacana, pois dá pra ver na prática que as pessoas estão gostando, e que tudo aquilo que foi criado está de fato gerando um resultado.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Crescer. Continuar fazendo um trabalho criativamente diferenciado e consistente. E cada vez mais me aprofundar nos negócios dos clientes. Acho que criativos com visão estratégica são mais valiosos e têm cada vez mais espaço.


