Cinco Perguntas

Cinco perguntas para João Lucena

Publicitário é um dos diretores da Sherpa Comunicação, que responde pela Revista Onne & Only

João Lucena | Reprodução\n

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Eu me formei em Publicidade e Propaganda em 1989. Desde o terceiro semestre tinha me adiantado e arrumado um estágio, como assistente de Arte, depois de ter feito um curso de layoutman no Senac. Passei por várias agências pequenas antes de trabalhar na América e RBA, em Novo Hamburgo.

Depois, com muito esforço, persistência e enchendo o saco da secretária do Beto Callage, consegui a sonhada vaga como diretor de Arte na DCS. A partir disso, passei pela Escala, Dez, Competence, SLM Olgivy e Integrada, como diretor de Criação. Nessa época, reencontrei meu ex-colega de faculdade Marcelo Tovo, que me convidou para ser sócio na sua agência. Ela fazia a Revista Parochi, para a loja de mesmo nome, com atuação no mercado de decoração de alto padrão.

Topei e mudamos o nome para Sherpa Comunicação. Após a oitava edição da Parochi, a loja foi vendida e assumimos a criança, herdando o seleto mailing. Alteramos o nome, modernizamos o projeto gráfico, ampliamos o editorial e assim nasceu a Revista Onne & Only, a nossa joia.

2 – Como surgiu o interesse em atuar na área da Comunicação?

Foi de maneira bem despretensiosa. No final do terceiro ano, na Escola Estadual Piratini, fiz o charmoso teste vocacional. Meus pais eram assistentes sociais, que trabalhavam na Secretaria do Trabalho e da Agricultura. Adivinha o que deu no teste? Assistência Social. “Mas nem a pau, Juvenal!”, pensei. Aí veio uma colega e me sugeriu “João, tu gosta de desenhar, faz Publicidade Propaganda”.  Eu passava o tempo todo desenhando, inclusive no quadro-negro a cada troca de professor. Nem pensei duas vezes, me atirei.

3 – Como foi estar à frente da transformação da Revista Parochi para a Onne & Only?

Muito gratificante e emocionante. A sensação foi quase como lançar a geração de um carro. Mais moderna, contemporânea e multifacetada. Agora, na sexta edição da Onne, também dá para sentir e se orgulhar da evolução, desde seu lançamento. Como uma criança que você dá amor e carinho, vê crescendo, aprendendo a andar e daqui a pouco ela já está correndo. Mas o crescimento não para e vamos continuar trabalhando para seguir nos transformando a cada edição.

4 – Como você enxerga a presença da publicação Onne & Only no mercado gaúcho?

Acho que veio ocupar um nicho ainda pouco explorado. Temos boas revistas aqui, mas, geralmente, bem segmentadas, com foco em um só tipo de público. Conseguimos fazer uma revista de alto padrão que contempla arquitetura e decoração, moda e design, arte, cultura, gastronomia, turismo, empreendedorismo, entretenimento, saúde, estética e marketing. Enfim, temos uma multiplicidade de leitores muito grande, um público com alto poder cultural e formador de opinião. Acho que esse foi o nosso pulo do gato.

5 – Quais são os seus planos para os próximos cinco anos?

Além de consolidar e expandir a Revista Onne para outros centros e investir em outras mídias, tenho um sonho, que não é de agora, também compartilhado com o Marcelo, de ter um espaço grande, único, que possa ser compartilhado com outras empresas que trabalhem em simbiose. Não um coworking, mas empresas que tenham sua autonomia e, ao mesmo tempo, sejam complementares umas com as outras. Isso seria lindo. Fora isso, quero poder voltar para a Europa e visitar lugares que ainda não tive oportunidade de conhecer.

João Lucena | Reprodução

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