Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Laís Soares

Editora de Comunidade de GaúchaZH destaca os desafios da nova função

1- Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou jornalista formada pela Universidade Federal de Pelotas. Nasci em Santiago-RS, mas já morei em alguns lugares no Estado. Sou filha de uma mulher maravilhosa, de opinião forte, que me ensinou a ser justa e empática, e irmã caçula de dois homens incríveis, na vida e no trabalho, que me apoiam e orientam em todos os momentos! Hoje, trabalho como editora de Comunidade e Mídias Sociais em GZH.

2- Por que escolheu ser jornalista?

Jornalismo não foi a minha primeira escolha, mas foi a certa! Cheguei a iniciar a graduação em Relações Internacionais, mas sentia falta do viés social, da aproximação com as pessoas. Desde o colégio, sempre fui aquela colega da turma que perambulava por todos os grupinhos, que gostava de ouvir a todos e traduzir e representar essa opinião onde precisasse. Era a pessoa que estava sempre com uma câmera na mão, registrando tudo. E foi a fotografia que me levou para o Jornalismo, mas encontrei muito mais na profissão. Acabei me encontrando. 

3- Você está assumindo a função de editora de Comunidade em GaúchaZH. Qual é o principal desafio?

São alguns bons desafios! Criar o hábito de engajamento com o público e incentivar discussões saudáveis na web, principalmente, são pontos importantes, que levam tempo, precisam de testes e paciência. Saber ouvir e conversar não são, muitas vezes, atitudes fáceis nas redes sociais ou canais digitais. Acredito que todos que estão lendo esta entrevista já tenham “tretado” com alguém na internet ou visto muitas discussões. Dialogar, no geral, é difícil. Mas quando flui, abre um mundo de possibilidades e de conhecimento. Além disso, o jornalismo de engajamento não é uma decisão de um time só ou alguns jornalistas, ele vem da disposição de toda a equipe em pensar diferente e sair do modelo tradicional de produção.

4- Como você acha que a função de editora de Comunidade pode contribuir para o povo gaúcho?

Este é um movimento que está acontecendo em todas as redações do mundo. Mas a realidade atual é outra. As tecnologias transformaram a maneira com que nos relacionamos. Não podemos mais somente falar para o público e considerar alguns feedbacks. Temos que dialogar, envolver, colaborar com o gaúcho para que ele não só se informe, mas seja fluente em notícias. Acreditamos no poder de mudança das comunidades. Essa mudança não quer dizer que vamos deixar de noticiar o que é importante. Precisamos ter um equilíbrio entre o que a comunidade quer ouvir e concorda e o que ela precisa saber para manutenção da democracia. Não estou dizendo que não fazemos isso hoje, mas precisamos ampliar muito essa visão. É um trabalho complexo e uma mudança da cultura jornalística.

5- Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Eu não acredito em ter um superplano bem estruturado a longo prazo. Acho que a vida muda muito. Imagina como ficou o planejamento de quem fez um checklist para 2020. Mas também não sou da filosofia “viva um dia de cada vez”. Sim, temos que aproveitar o momento, mas com algum objetivo. Em resumo, eu sei o que ainda quero na minha vida daqui a cinco anos, que é seguir próxima da minha família, continuar empolgada com o meu trabalho, aprender cada vez mais sobre diferentes assuntos, ter saúde e estar bem comigo mesma.

Essa entrevista foi realizada pelos alunos de Estágio I do curso de Jornalismo, do Centro Universitário Metodista IPA. Texto: Douglas Webber.

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