Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Marcela Cheuiche

Publicitária assumiu recentemente como diretora de contas da Dez

1. Quem é você, de onde veio e o que faz?

Sou de Cachoeira do Sul e, em fevereiro, completo 10 anos de Porto Alegre, cidade pela qual me apaixonei no primeiro dia. Para tristeza dos meus pais, avisei que não voltava mais pra casa. Vim pra cá por obra dos meus padrinhos, que insistiram que a minha vida estava aqui. E eles tinham razão. Na essência, sou uma menina do interior, caseira, que adora curtir a família e os amigos. Além disso, recentemente descobri uma nova paixão: cervejas especiais e artesanais. Hoje, um dos meus hobbies preferidos é experimentar todas.

Minha vida na comunicação começou em Cachoeira mesmo, ainda como estudante de Publicidade. Uma das cadeiras do currículo era a produção e edição de programas de TV e utilizávamos a TV Shop Tour (TV local) para as aulas. Por causa dessa cadeira, a TV Shop Tour me chamou pra ser apresentadora do jornal e de um programa de entrevistas local. Lá pude conhecer pessoas importantes e de fazer parte de um pouco da história da cidade, já que eu vivia o dia a dia de Cachoeira, justamente pra montar o jornal.

Paralelo à faculdade e à TV, abri uma agência de publicidade, junto com dois sócios, e passamos a atender aos “negócios rurais” da cidade, que é totalmente voltada à agropecuária. Ao me formar, desfiz a sociedade e vim pra Porto Alegre. Já aqui, comecei como assistente de atendimento, passei a atendimento junior, gerente de contas e, por fim, diretora de contas. Sempre em agências de comunicação: Upper, SLM, Dez e Competence. Fui convidada por um ex-cliente pra trabalhar no marketing da sua empresa, experiência que me rendeu dois meses intensos e de muito aprendizado, por estar do outro lado. Uma pena que foi rápido, já que a empresa foi vendida. E aí, a Dez me chamou de volta, depois de quatro anos.

2. Qual a sua expectativa ao assumir este desafio?

A proposta da Dez veio ao encontro de vários objetivos que eu tinha me colocado para voltar a trabalhar em agência. O novo momento da Dez, com as áreas integradas, fazendo um processo colaborativo de ponta a ponta, trabalhando em time, com a proposta de aplicar essa filosofia no departamento de atendimento. Enfim, o desafio é grande, a entrega é intensa. Isso tudo me fez aceitar a proposta. E a expectativa é justamente essa, colocar todos esses objetivos em prática, isso me motiva muito. Sem falar nas unidades de negócios Zed e Zoo, nossos braços de trade e digital. Trabalhar de forma totalmente integrada é algo diferenciado e quero muito participar disso.

3. Qual o sentimento de retornar para a Dez?

Ser convidada pra voltar pra um lugar do qual você fez parte te dá uma sensação maravilhosa. Ser lembrada e celebrada pelos colegas, pelos sócios e, principalmente, pelos clientes. Isso me deixou muito feliz, porque é um reconhecimento, e essa valorização se conquista com muito trabalho. Foi bacana ouvir deles que eu era bem-vinda de volta à casa.

4. Por que a escolha pela área de atendimento, em relação às demais?

Afinidade absoluta. Adoro me relacionar com clientes. Acho essa proximidade importante pra um relacionamento de crescimento e troca. O atendimento é uma das áreas mais completas, porque precisa ter interação com toda a agência. É um profissional indispensável pra discutir os rumos e estratégias do cliente, que precisa saber do seu negócio, estar atento ao mercado, tendências e comportamentos e, além disso tudo, precisa saber administrar isso dentro da agência, junto com todas as áreas. Ou seja, é peça importante do processo o tempo inteiro. Gosto disso, gosto de construir, de participar, de propor, de fazer a diferença. Essa é a recompensa todo o final do dia, quando vou pra casa.

5. O que toda diretora de contas precisa saber?

Precisa saber muita coisa e estar preparada pra aprender muitas outras. Além de tudo que comentei acima, existe um básico indispensável: organização, estar constantemente com os dois pés na criatividade na busca por soluções, pensar sempre em coisas novas e eficientes, ter a visão do todo e, o mais importante: planejar, ter cabeça de planning. Fora isso, como toda profissão ou cargo, é indispensável gostar do que faz, desenvolver o prazer em cada atividade. Nunca vi uma pessoa que adorasse cozinhar e fosse um péssimo cozinheiro. Essa é única maneira que conheço para trabalhar.

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