Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Mariana Trava Dutra

Jornalista conta como está sendo o novo desafio profissional junto à Critério

1- Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou natural de São Gabriel, a Terra dos Marechais, e moradora de Porto Alegre desde os seis meses de vida. Sou formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing de Agribusiness e atuo na minha profissão há mais de 15 anos.

2- Quais as principais diferenças de trabalhar em uma agência ou em um veículo de imprensa?

Trabalhei durante 13 anos em televisão e atuei em agência de publicidade e assessoria de imprensa. Dessas experiências, entendo que o fim é mesmo: divulgar/propagar notícias/fatos com relevância. Sempre apurando informações e criando conteúdos. A diferença é que em uma agência ou assessoria de imprensa, nós ajudamos nossos clientes a pontuar e divulgar estrategicamente os melhores, mais curiosos e relevantes fatos produzidos a partir do trabalho deles. No veículo, precisamos, entre outras coisas, ser abastecidos por informação, seja pela imprensa em geral, pelas fontes ou pelas assessorias. É a “peneira” final para uma divulgação em larga escala. Por isso, as redações fazem a seleção de notícias utilizando aquelas premissas, como urgência, relevância, abrangência e o peso do contexto, por exemplo. Essa escolha é penosa e, às vezes, significa frustrar expectativas – inclusive do assessor de imprensa. No meu ponto de vista, o veículo e a assessoria são parte de uma engrenagem.

3- Como é trabalhar em meio à pandemia? Mudou muita coisa?

Com certeza, mudou. Quando o novo coronavírus chegou ao Brasil, eu estava trabalhando na GloboNews e fazer essa cobertura foi marcante. Recebíamos muitas informações antes de serem levadas ao público, quando nenhum caso de Covid-19 tinha sido confirmado no país. No dia 15 de março, participei da edição de um programa especial de seis horas sobre a pandemia. Inesquecível a força de toda a equipe que atuou sob pressão de notícias que chegavam a todo instante de várias partes do mundo. Na redação, foram adotadas medidas de distanciamento e prevenção quando ainda pouco se falava disso. Colegas do grupo de risco foram afastados. A equipe ficou muito abalada. As notícias eram tensas e a realidade também. Foi difícil sair para trabalhar todos os dias e ver as ruas do Rio de Janeiro vazias em pleno verão. Trabalhar na pandemia deixou a rotina mais pesada por conta do fluxo intenso de notícias sobre a Covid-19 e por conta da alteração na rotina. Ainda hoje, atuando na Critério – Resultado em Opinião Pública, não posso conviver com meus colegas normalmente. A comunicação acontece através de plataformas digitais ou, quando pessoalmente, ficamos atentos aos “novos-velhos” cuidados, como distanciamento, máscara, álcool em gel. Essa rotina, muitas vezes, é cansativa.  

4- Na Critério, você faz atendimento de contas do setor público, de startups, moda e jurídico. São clientes muitos diferentes. Um desafio, não?

A Critério é um desafio muito prazeroso para mim, mas em outro sentido. Primeiro, porque quem me levou para esse time de sucesso foi a jornalista e sócia da empresa Soraia Hanna, uma pessoa importantíssima na minha trajetória e que acredita no meu trabalho. Então, surge uma motivação, eu diria, ao invés de uma pressão. Segundo, porque a equipe é muito talentosa e competente. E o melhor: unida! Mesmo em período de adaptação no meio de uma pandemia, eles me dão todo o suporte. Não me senti sozinha em nenhum momento. Os atendimentos de assuntos diferentes não me assustam. Eles me chamam para o trabalho. Jornalista costuma ser curioso na sua essência e, portanto, estudar cada um dos setores e cada um dos clientes deve ser rotina para garantir a entrega de um bom resultado.

5- Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Eu costumava fazer planos de longo prazo muito bem desenhados. Eu vivi e concluí muitos deles. Mesmo assim, mudei de ideia há algum tempo. Especialmente, depois da pandemia, eu não crio expectativas. Eu posso falar sobre meus planos para o presente: administrar bem meu tempo. Eu quero ter tempo para desempenhar meu trabalho na Critério com êxito, para cuidar da saúde e para ficar com minha família. Tempo para manter o equilíbrio e fazer com que as oportunidades fluam. Esforço não vai faltar!

Essa entrevista foi realizada pelos alunos de Estágio I do curso de Jornalismo, do Centro Universitário Metodista IPA.

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