Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Mauro Saraiva Júnior

Repórter multimídia do Grupo RBS assumiu recentemente uma coluna sobre dicas de trânsito na Zero Hora

1) Quem é você, de onde veio e o que faz?

É fácil de saber quem sou. Basta alguns minutos de conversa e já dá para perceber que sou muito descontraído e bem-humorado. Levo minha profissão com muita responsabilidade, mas dificilmente estou estressado. Sou formado em Jornalismo pela Unisinos e iniciei a carreira no jornal Correio do Povo e na Rádio Guaíba, onde fui, por sete anos, repórter policial. Aprendi muito com mestres como Lizemara Prates e Alvaro Grohmann. Hoje sou repórter multimídia do grupo RBS, das rádios Gaúcha, Cidade, Atlântida, Farroupilha, CBN e Rural. Participo do programa Bom Dia Rio Grande da RBS TV, ao lado do repórter Felipe Daroit; assino o blog Repórter de Trânsito; e agora também sou colunista de Zero Hora. Há 15 anos, faço 30 boletins diários sobre as condições das vias e do trânsito de Porto Alegre, a partir das rondas com o  RBSCop, o helicóptero da RBS. Apesar de me considerar realizado profissionalmente, sinto que aprendo diariamente com o Jornalismo.

2) Quais são seus planos ao assumir este desafio?

Fiquei muito feliz ao assumir a coluna de Zero Hora. Meu principal desafio será buscar informações exclusivas. Nenhuma das dicas de trânsito que foram ou serão publicadas em Zero Hora foi divulgada antes. Sei que irei enfrentar ainda mais desafios com a busca da exclusividade, mesmo que com pequenas notas, mas este é meu objetivo.

3) Que tal a experiência de sobrevoar a cidade todos os dias?

Confesso que no começo era muito tenso. Estar a 500 pés, cerca de 160 metros de altura, ter uma linguagem em cada rádio – jornalística, jovem, popular e rural – e ainda relatar as informações do trânsito, incêndios, rebeliões, motins, passeatas, carreatas e o que de mais importante estiver acontecendo ao vivo. Mas, com o tempo as coisas foram sendo controladas, e a experiência fez com que eu soubesse me comportar em cada situação sem tanto nervosismo. Por incrível que possa parecer, tenho vontade de fazer um passeio de helicóptero sem me preocupar em repassar informações.

4) Neste tempo de cobertura de trânsito, que episódio mais te impactou?

Tive muitos momentos que marcaram minha carreira. Mas tenho certeza que quando estiver aposentado, bem velhinho, irei lembrar de dezembro de 1996, quando resgatei, de uma ilhota no meio do Guaíba, um menino perdido. Ele já era considerado morto quando o encontrei. Chorei muito no dia e, durante anos, chorava de emoção escutando as gravações. Mas juro que agora já passou. Não choro mais, mas ainda fico muito feliz. Parei de chorar porque, quando meus amigos escutavam a gravação, e eu chorava, eles diziam: agora deu, Mauro, chega.

5) O que mais te dá prazer na profissão?

Tenho muito amor pela minha profissão. Como já foi amplamente divulgado, tenho ciúmes sim do helicóptero. Acredito que a falta de rotina, o não saber o que está me esperando no dia seguinte é o que mais me fascina. Se tivesse que começar tudo novamente, com a chance de poder escolher o que seria e o que faria, optaria, sem dúvida, em ser repórter aéreo do grupo RBS.

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