1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Nasci em São Paulo. Mas apenas nasci. Filha de mãe mato-grossense e de pai gaúcho, que se encontraram trabalhando em São Paulo, vim para Porto Alegre ainda bebê. Tenho 36 anos, estudei Jornalismo e sou apaixonada pela minha filha, por esportes (fui jogadora de vôlei e tento jogar tênis…) e por cultura. Herança da minha mãe, que é artista plástica. Transformei parte das minhas paixões em profissão ao escolher o Jornalismo (ainda que me ressinta de não ser designer, arquiteta, pianista, tenista, fotógrafa…). Estudei na PUC, com intervalos fora do país. Estudei inglês na Inglaterra e fui agraciada com duas bolsas. A primeira, de visiting scholar, pelo Freedom Forum (instituição mantenedora do USA Today), quando trabalhei em um jornal local da Carolina do Norte (EUA), onde publiquei minha primeira reportagem.
Depois, por volta de 1996, fui agraciada com bolsa do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento e fiz um curso de liderança em Israel, quando conheci duas figuras memoráveis: Shimon Peres e Yitzhak Rabin – o último assassinado meses após o nosso encontro. Voltando do Exterior, fui trabalhar na Zero Hora, na agência de notícias, passando depois para a editoria de Mundo.
No dia 25 de junho de 2012, voltei ao Grupo RBS assinando a coluna social do Segundo Caderno, de Zero Hora. Já havia sido editora-chefe do portal Guia da Semana RS/SC, do Grupo RBS (2010-2011), além de editora do caderno Donna ZH (2005-2008), editora do jornal Diário Gaúcho (2000-2005), repórter de Internacional, colunista do Informe Especial, entre outras funções dentro do Grupo RBS.
Durante os períodos em que fiquei fora da RBS, procurei diversificar minha atuação, que era, basicamente, de redação. Coordenei a comunicação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (2009-2010), fui consultora de comunicação da Orquestra Unisinos, assessora de imprensa (pela InfixoComunicação/SP) da agência Escala, da agência Publivar ON, editora da revista Tramontina e da revista Finger. Abri minha própria empresa, a Nó! Design de Conteúdo, uma agência de inteligência, comunicação e conteúdo.
Neste ano, antes de voltar para a Zero Hora, tive a incrível experiência de trabalhar como assessora de imprensa e assistente executiva da direção do longa-metragem O Tempo e o Vento, de Jayme Monjardim, com estreia prevista para 2013.
Na minha primeira passagem pelo Grupo RBS (1996 a 2008), fui colunista do Informe Especial (Zero Hora), editora do caderno Donna ZH e repórter do Segundo Caderno e de Mundo (amo Relações Internacionais), tendo acompanhado eleições presidenciais na Argentina e no Uruguai. Participei da implantação do primeiro jornal popular do Estado, o Diário Gaúcho (2000-2005), período de cinco anos em que acumulei décadas de experiência de vida. Também participei da implantação da primeira versão da Zero Hora na internet (Zero Hora Digital), em 1997, quando a web era coisa de maluco. Escrevi o press book do filme Olga, de Jayme Monjardim (2004), e o roteiro do filme institucional ‘Ospa 60 anos’ (2010), para a produtora Panda Filmes.
Amo escrever. Amo a maternidade (tenho uma filha de sete anos).
2. Como é escrever uma coluna social?
No meu ponto de vista, coluna social tem que falar sobre a vida que fervilha ao redor de nós. Vida social é o jantar de uma família tradicional da sociedade de uma cidade, mas também é uma mudança no estilo de vida de um lugar, as tendências e acontecimentos culturais e comportamentais. É moda, é gastronomia, é gente. Gente boa, que faz as coisas acontecerem.
3. Qual foi o maior desafio da sua carreira?
Acho que o “maior desafio” sempre está no futuro. Mas tive momentos incríveis. Tensos, porque sou perfeccionista, mas extremamente prazerosos. Um deles foi bem no início, quando estava nos Estados Unidos, trabalhando em um jornal da Carolina do Norte. Escrever é trabalhar com a língua, e lá eu me sentia como um jogador de vôlei sem um braço. A língua diferente te rouba o estilo, as minúcias, e você tem que descobrir outros caminhos para comunicar o que quer. Era bastante complicado escrever em inglês.
Outro momento de grande desafio foi na fundação do Diário Gaúcho, no ano 2000. Era o primeiro jornal popular da história do Rio Grande do Sul, não tínhamos a exata noção do que estávamos fazendo, em termos de receptividade do público. O resultado sempre foi surpreendente e delicioso. Da mesma forma me senti ao trabalhar na implantação da Zero Hora Digital, nos idos de 1997, quando a internet ainda engatinhava no Brasil. Era uma época de experimentação, de pioneirismo, muito desafiadora.
Tive grandes gurus na minha vida profissional, que começou cedo, aos 17 anos, no segundo semestre da faculdade, e sou grata por isso. Creio que gurus profissionais, pessoas as quais a gente admira, são essenciais. Posso citar o Marcelo Rech e o Cyro Martins, na RBS, como grandes parceiros da minha carreira, pessoas nas quais eu sei que posso confiar, para qualquer assunto, e que estarão ao meu lado. Mesmo quando eu não estava na RBS eles eram pessoas com as quais eu me aconselhava. Também aprendi muito com o Jayme Monjardim, diretor da TV Globo e de dois longas-metragens (Olga e O Tempo e o Vento) com os quais, de diferentes maneiras, eu tive o desafio de trabalhar.
4. O que toda colunista precisa saber?
Quem é quem e o que está por acontecer. Antecipar é crucial.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Amo muito redação. Gosto do bom e velho jornalismo, aquele que te faz falar com as pessoas, olho no olho, que te leva a questionar, descobrir, farejar, comunicar e ter retorno. Não importa a plataforma, no papel, na web, no tablet. Sempre precisaremos de quem diga o que é necessário, com bom senso. Quero fazer um bom trabalho na coluna.


