1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou uma pessoa que gosta de criar, que busca a simplicidade, é transparente nas atitudes e que está sempre procurando ver poesia nas coisas, sejam boas ou ruins.
Nasci e morei em Pelotas até os 18 anos. Vim fazer faculdade em Porto Alegre em 1997 e acabei fazendo duas. Sou formada em Publicidade e Propaganda pela PUC e em Artes Plásticas pela Ufrgs. Também fiz mestrado em História, Teoria e Crítica de Artes na Ufrgs. Procurei mesclar vários conhecimentos para atuar como designer, profissão que me faz feliz há pelo menos 15 anos. Sou fundadora e diretora da Néktar Design, que completou nove anos em setembro deste ano e, atualmente, também faço parte da diretoria da ApDesign (Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul).
2. Como foi receber o título de Empresária de Design do Ano no Prêmio Colunistas RS?
Fiquei ao mesmo tempo muito feliz e surpresa com o título. Eu costumo brincar que tenho uma crise de identidade entre ser uma artista ou uma empresária. Mas, em 2012, fui a Profissional de Design do Ano, no Prêmio Bornancini, da Apdesign, e, neste ano, ganhei o prêmio de Empresária de Design do Ano no Colunistas, ou seja, meus dois alter egos se sentiram reconhecidos.
Mas, brincadeiras à parte, prêmios são importantes porque, de certa forma, valorizam o nosso empenho. Valorizam todos aqueles momentos em que a gente pensou em desistir, mas encarou os percalços e seguiu em frente. São importantes também para os clientes, que se sentem seguros de ter escolhido uma empresa com trabalho reconhecido pelo mercado. Mas me deixa muito contente pensar que o prêmio de empresária não premia especificamente o meu trabalho, mas a minha capacidade de administrar uma equipe, um organismo vivo que é uma empresa. E é algo de que eu gosto muito, trabalhar em equipe com pessoas que fazem meu dia a dia mais feliz.
3. O que todo designer precisa saber?
Tanta coisa. Saber observar os detalhes, a vida, as pessoas, ter capacidade de se colocar no lugar do outro. Precisa ter um bom repertório de informações, que podem parecer inúteis no dia a dia, mas que podem ser acessadas quando estiver no processo criativo. Também precisa saber que as ideias mais originais não nascem do nada. Que é preciso colocar a mão na massa, encarar um problema, tentar, tentar, errar, tentar de novo, até acertar. E ser exigente nos detalhes. As pessoas que criam coisas inovadoras são aquelas que não têm medo do erro, aprendem com ele, se empenham e conseguem, efetivamente, colocar algo novo em prática.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
Poder, de certa forma, tornar o mundo um lugar mais bacana para se viver, em pequenas dimensões, é lógico. Me faz feliz tanto saber que estou possibilitando a pessoas jovens mostrarem seu talento e trabalharem com o que gostam, quanto criar algo novo, seja tornando as marcas e sua comunicação mais bonitas, ou mais sustentáveis, ou mais verdadeiras, e ver esse resultado no sorriso dos clientes. Acho que sentir que contribuí um pouquinho para tornar a vida das pessoas melhor, me faz feliz.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Ser cada vez mais feliz com o que faço.


