Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Pedro Henrique Tavares

Estudante atuou como colaborador de Coletiva.net no Congresso de Jornalismo Investigativo

1. Quem é você, de onde veio e o que faz?

Meu nome é Pedro Henrique Tavares. Atualmente, curso o sétimo semestre de Jornalismo na Facudade de Comunicação Social da PUCRS (Famecos). No ano passado, trabalhei nas rádios Bandeirantes (Jornalismo) e Guaíba (Esportes).

2. Quais os planos profissionais para os próximos cinco anos?

Nos próximos dois semestres, pretendo focar no meu trabalho de conclusão de curso. Após, em julho de 2013, pretendo estudar seis meses na França. Quero também tentar trabalhar como repórter independente neste período. Meu objetivo é fazer carreira na área de cobertura internacional. Na volta, farei meu último semestre de faculdade. Após isto, os rumos da viagem anterior devem definir.

3. Qual o balanço de aprendizado após o término do Congresso?

O jornalismo investigativo precisa de mais atenção. Muitos acreditam que o jornalismo possa ser o quarto poder, e talvez a reportagem investigativa justifique esta afirmação. No entanto, acredito que a questão é muito mais ampla. O número de jornalistas assassinados nos últimos anos tem crescido, e, na maioria dos casos, os repórteres estavam engajados na causa investigativa. Posso citar o Hudson Corrêa, repórter especial da Época e um dos participantes do congresso da Abraji, que fez uma reportagem intitulada ‘Os Novos Barões do Narcotráfico’. Segundo ele, uma das formas de acabar com a criminalidade é intensificar a cobertura, aumentar a investigação jornalística. Mas é necessário suporte para tal. É necessário segurança. Acho que o horizonte é bom. É só olharmos casos como a Global Investigative Journalism Network (GIJN), liderada pelo David Kaplan e pelo Brant Houston. Eles dão suporte a todas as ONGs e associações sem fins lucrativos, como a Abraji, que se dedicam ao jornalismo investigativo.

4. O que todo jornalista investigativo deve saber?

Acho que seria mais adequado discutir o que o jornalista investigativo deve, ou não, fazer. Acredito que a essência da atividade jornalística está presente em qualquer área de atuação, qualquer editoria. A investigação por si é parte do jornalismo 24 horas por dia. No entanto, acho que posso citar o repórter da Agência Estado Leonêncio Nossa, autor do livro ‘Mata! O Major Curió e As Guerrilhas do Araguaia’. De acordo com ele, a investigação deve ser minuciosa. É fundamental anotar datas, registrar as entrevistas nos gravadores, colher o máximo de dados possíveis, pesquisar documentos. Acredito que isso é o jornalismo investigativo propriamente dito: o detalhe acima de qualquer deadline. Também, muito falaram em segurança durante o congresso. É fundamental ter responsabilidade. Saber o que deve e o que não deve ser feito.

5. O que mais lhe agrada no Jornalismo?

Jornalistas são verdadeiros contadores de histórias. Nunca devemos esquecer disso, de maneira alguma. Seja do buraco de rua ao impeachment de um presidente. Tudo é história. Acho que é sempre bom lembrar das palavras de Gay Talese: “Nunca, nunca, nunca é possível que não exista história nenhuma”. Acredito que esta é uma boa lição.

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