1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou uma designer apaixonada pelo meu ofício. Não sou de nenhum lugar específico, pois nasci no Rio de Janeiro, vim aos 11 anos para Porto Alegre, estudei em São Paulo, morei novamente no Rio, na capital gaúcha também, além de Gramado e Providence, nos Estados Unidos, e voltei p. POA. Agora, adotei Porto Alegre para morar. Portanto, sou brasileira.
Sempre trabalhei (e trabalho) com Design de superfície e cores. Só tenho uma certeza na vida: sei e entendo de cores.
2. Qual é a importância do Design de superfícies?
O Design de superfícies (DS) pode ser entendido como a pele, que é o maior órgão do corpo humano. Ela nos protege, é importante. O DS é tão importante como a pele pois têm várias funções, como conter, identificar, expressar, simular, embelezar, provocar sensações, criar aderência ou deslizamento, realçar, etc.
3. O que todo designer precisa saber?
Precisa saber o que acontece no mundo. Ele tem que interagir com as necessidades da humanidade e do planeta. Precisa estar antenado e afinado com a atualidade e ter a capacidade de captar e resolver o que ainda virá a ser necessário e útil. O designer deve ser um agente social, como todo profissional sério e ético.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
O processo como um todo (criação, execução e resultado). Me dá prazer encontrar uma bela solução. Tenho prazer em vários momentos. Quando encontro uma solução para um projeto, quando a solução transmite espanto e encanto, quando o mercado responde positivamente ao projeto. Também tenho muito prazer quando ministro workshops e posso interagir com pessoas que tem os mesmos interesses. São oportunidades de muita troca, respeito e alegria.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Solidificar a marca Renata Rubim Design &Cores como um patrimônio, um legado. Continuar a missão de mostrar que design não é glamour, que design é cultura. Não é uma tarefa fácil, mas é possível. Não vejo prosperidade e evolução em um país que não vê o design como elemento cultural. Como podemos viver entre doutores, PHDs, intelectuais que não sabem a importância do design? Eles vivem imersos em um mundo de design e não percebem? Como é possível que, no Estado, os cadernos de cultura de jornais locais não tenham espaço para a reflexão do design? Design tem que comparecer nas páginas de educação, economia, cultura e não apenas nas páginas de lazer e amenidades.


