1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Eu sou natural de Passo Fundo. Tenho 41 anos. Comecei a estudar Comunicação com ênfase em Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, cheguei a cursar Cinema na ESPM em São Paulo, mas, por questões familiares, voltei a Passo Fundo aos 20 anos. Sou graduada em Letras e também em Jornalismo pela UPF. Fui locutora da rádio Atlântida por cinco anos e apresentadora do Jornal do Almoço, mas, em essência, há 15 anos sou repórter da RBS TV.
2. Como foi vencer o Prêmio Adpergs de Jornalismo, em TV?
Eu já estava bastante honrada em ser finalista, porque junto comigo estava concorrendo um colega que respeito e admiro muito, que é o Marcelo Canelas. Vencer foi especial, principalmente porque o tema da nossa reportagem era o sistema carcerário, assunto que me interessa muito.
3. O que todo jornalista de televisão precisa saber?
Fazer televisão é uma delícia, mas contar histórias com recursos que vão além da palavra exige sabedoria. Não sobrepor o texto à imagem, fazer o VT respirar, ouvir muito, ter as próprias fontes, ser persistente, não desistir, buscar a informação mais precisa, deixar-se encantar pelo mundo, ser curioso, e ter bom texto, simples, sem ser simplório. Uma infinidade de técnicas, que estão nos livros… O estilo do repórter está na maneira como ele conta a história e isso faz o telespectador prestar atenção no nosso trabalho.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
O que me dá prazer é sair de casa sempre sem ter certeza de onde posso acabar o dia, com a expectativa de qual história eu vou contar, quem vou conhecer, o que vou aprender, e como aquilo será relevante para o público.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Seguir trabalhando, fazer mais um documentário – fiz o primeiro na África, em 2008 – e continuar contando histórias. Além disso, cursar uma especialização em Direitos Humanos, área com a qual me identifico bastante.


