
As dores e delícias de ser independente: comunicadores autônomos que cobriram o Festival de Cinema de Gramado deste ano relatam os lados positivos e negativos de trabalhar fora de veículos tradicionais. Em 2026, mais de 100 profissionais foram credenciados na categoria Creator para realizar a cobertura do evento. A redeção do Coletiva.net conversou com Chico Izidro e Well Prada para ouvir as perspectivas sobre o assunto.
Segundo os entrevistados, benefícios como liberdade editorial são contrastados por problemas como falta de financiamento, que dificultam o trabalho. Izidro, que já cobriu o Festival em outras oportunidades, produziu conteúdos este ano para o canal do YouTube Cinema de Peso. Chico diz que as dificuldades, ironicamente, servem como motivação. “Sofremos com questões como falta de patrocínio, que resulta em restrições orçamentárias. Mas isso só faz aumentar o desejo de fazer um ótimo trabalho, quase de guerrilha.”
Well, que está cobrindo o evento pelo CineBrasa, também já teve outras experiências profissionais no festival, e acredita que, apesar dos percalços, conteúdos de qualidade são reconhecidos. “São muitos os desafios de ser um criador pequeno, porém acredito que quando se faz um bom trabalho as portas se abrem, fortalecendo os relacionamentos e facilitando a produção de conteúdo”.
O comunicador, que vem de São Paulo, ainda defende que a experiência de cobrir um evento deste porte sempre rende frutos positivos. “Gramado é sem dúvida um dos maiores festivais de cinema do brasil, só [o fato] de a Academia do Oscar já ter tentado extinguir a nossa estatueta já mostra o tamanho do festival. A experiência de estar aqui é muito enriquecedora, tanto pessoal como profissional, então todo ano sempre tem um aprendizado.”

