Diretora-presidente da Fundacine destaca papel do festival na consagração de obras gaúchas

Em conversa com a equipe de Coletiva.net, Paola Mallmann apontou desafios para o fortalecimento do Audiovisual no Rio Grande do Sul

Diretora-presidente da Fundacine, Paola Mallmann acredita que o evento se consolidou como um dos principais espaços de valorização da produção audiovisual gaúcha. Crédito: Reprodução/Instagram

A diretora-presidente da Fundação Cinema RS (Fundacine), Paola Mallmann, está na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado e conversou com a equipe de Coletiva.net com exclusividade. Para a profissional, o evento se consolidou como um dos principais espaços de valorização da produção audiovisual gaúcha, ao promover o reconhecimento de obras e trajetórias do cinema do Rio Grande do Sul. Além disso, ela acredita também que contribui para ampliar a visibilidade da produção estadual e fortalecer sua inserção no cenário nacional e internacional.

“É uma oportunidade, quase como um rito de passagem em ter seu filme visto, celebrado, reconhecido pela crítica, pelo público que frequenta o festival. É um espaço de consagração de muitas obras e trajetórias. Um momento em que a gente pode olhar pra nossa história do cinema brasileiro e gaúcho”, destacou. 

Conforme Paola, o Estado possuí uma cadeia produtiva cada vez mais potente. 
“O Rio Grande do Sul é conhecido como o terceiro polo da audiovisual, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo. Nos consolidamos com grandes produções feitas aqui”, ressaltou, ao destacar a participação de obras gaúchas em eventos internacionais. 

Ao analisar as principais dificuldades para quem produz cinema no Estado, Paola aborda a discussão sobre a regulamentação das plataformas de vídeo e o fomento ao audiovisual. “Os desafios aqui são vários. Estamos dentro de um cenário brasileiro e internacional em que cada vez mais se discute a importância da regulação do streaming”, disse.

De acordo com ela, o Rio Grande do Sul receberá benefícios com essa regulamentação, na medida em que puder ter acesso a mais fontes de recursos por essa via. “Acho que precisamos falar mais sobre isso. Há uma busca por políticas públicas, mas precisa haver cada vez mais políticas de fomento ao audiovisual no Estado. Não apenas como cultura, mas como a transversalidade com a inovação e tecnologia e com o desenvolvimento econômico”, analisou.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.