
As empresas estão ampliando o uso de agentes de Inteligência Artificial, mas ainda enfrentam dificuldades para medir o retorno desses projetos. A avaliação é de Arun Chandrasekaran, vice-presidente e analista distinto da Gartner, que abordou o tema na palestra ‘Desmistificando o Ecossistema de Agentes de IA: Onde o Valor Será Criado?’. Ele se apresentou no início da tarde desta quinta-feira, 24, na Semana Caldeira.
Segundo ele, os avanços técnicos ocorrem mais rapidamente do que a capacidade das organizações de demonstrar resultados concretos. Chandrasekaran situou a IA agêntica no pico das expectativas do Hype Cycle — modelo da Gartner que acompanha a evolução de novas tecnologias. O analista ressaltou que isso não invalida os avanços recentes, como a maior capacidade dos sistemas de executar tarefas e utilizar ferramentas. O desafio, afirmou, está em definir métricas adequadas para avaliar seu impacto.
Entre as aplicações mencionadas na palestra estão engenharia de software, atendimento ao cliente, segurança e automação de processos. Para o analista, implementar agentes exige também acompanhar seu funcionamento, estabelecer controles de acesso e garantir que utilizem dados confiáveis.
Ao final, Chandrasekaran recomendou que as empresas comecem por tarefas de baixa complexidade e treinem suas equipes para trabalhar com a tecnologia. Ele também chamou a atenção para o risco de delegar continuamente à IA atividades que ajudam a manter habilidades humanas, como escrita e raciocínio crítico. Para o especialista, é essencial que as ferramentas de Inteligência Artificial tenham um kill switch — mecanismo de segurança usado para desligar ou desativar um sistema, aparelho ou veículo imediatamente em caso de perigo, falha ou emergência.
A equipe de Coletiva.net está presente na Semana Caldeira, realizada de 21 a 25 de setembro, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Durante a cobertura, participam as jornalistas Luma Costa, Márcia Christofoli, Márcia Dihl, Patrícia Lapuente e Sarah Acosta, as assistentes de Redação Ana Rosa Scheibe e Ronise Garcia, bem como a social media Anie Cristine Gabriel, que produzem matérias, entrevistas e bastidores diretamente do local. O público pode acompanhar a cobertura completa no portal Coletiva.net, com repercussões nas redes sociais — incluindo Facebook, Threads e X — e conteúdos exclusivos no Instagram.

