Festival de Cinema de Gramado: diretores de ‘Grão’ falam sobre conquista de Melhor Curta Gaúcho

Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa comemoram a conquista do principal prêmio da noite e de outros três

Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (da esq. para dir.) são os diretores do curta premiado ‘Grão’ Crédito: Coletiva.net

O curta-metragem ‘Grão’ foi o grande vencedor da Mostra de Curtas-Metragens Gaúchos promovida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul durante o 54º Festival de Cinema de Gramado. Após receber o prêmio, os representantes da produção, os diretores Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa, celebraram a conquista e destacaram a recepção do público à obra. Além do prêmio principal, a obra foi agraciada nas categorias: melhor prêmio do júri, ator e trilha sonora. 

“Estamos muito emocionados. Para nós, é sempre muito empolgante estar aqui com o filme e trocar com outros realizadores do Rio Grande do Sul. Está sendo uma noite incrível”, comemorou Gianluca. Além do reconhecimento do júri, os cineastas ressaltaram a identificação do público com a narrativa. Segundo eles, o retorno recebido após as exibições têm sido um dos aspectos mais gratificantes da trajetória do curta.

“Ver que o filme mexeu com pessoas é muito especial. Temos escutado cada vez mais relatos de espectadores que foram impactados pela história”, destacou o diretor Gianluca.  

Ambientado na cidade de Rio Grande, o filme acompanha a rotina de um trabalhador informal que recolhe restos de soja na área portuária enquanto busca companhia e conexão humana. No entanto, a jornada do personagem evidencia uma profunda solidão, permeada pela cultura do som automotivo e pelas relações efêmeras do cotidiano.

Valorização da região Sul

De acordo com os realizadores, ‘Grão’ faz parte de uma pesquisa audiovisual que vem sendo desenvolvida em trabalhos anteriores sobre diferentes aspectos da vida na região sul do Estado. “A gente quis trabalhar várias temáticas a partir desse personagem. Ele vive em busca de companhia, mas acaba se mostrando um homem muito solitário. Todo o universo do filme dialoga com esse sentimento”, explicou Gianluca.

Leonardo da Rosa acrescentou que a construção dramática do protagonista acompanha um processo gradual de esvaziamento emocional. “É um personagem que começa com muita potência e vai perdendo essa força ao longo do filme, até terminar soterrado pela areia. Por isso, é muito simbólico que agora estejamos tão felizes, soterrados de prêmios”, brincou.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.