
A Gramadotur, realizadora do Festival de Cinema de Gramado, tem uma série de desafios a cada edição. Neste ano, por exemplo, a presidente da entidade, Rosa Helena Volk, destacou que o maior compromisso é tornar o evento sempre mais forte e simbólico. “É sobre tornar o festival cada vez mais potente, enaltecendo o que está acontecendo na cena atual do cinema brasileiro.” Em conversa com Coletiva.net neste sábado, 15, a dirigente antecipou que estão dedicados à internacionalização do festival já para o próximo ano: “Para isso, queremos voltar a ter na programação a Mostra Iberoamericana. Esta é a nossa maior ação.”
Na visão de Rosa Helena, grandes eventos em 2026, como Copa do Mundo e Eleições, poderiam afetar a 54º edição, mas a organização manteve o empenho em fazer uma edição histórica. “Estamos fazendo um festival que, tenho certeza, será o mais forte, o mais potente de toda a história”, garantiu a dirigente.
Ela ainda destacou a parceria com outros festivais ao redor do mundo como fundamental para o tamanho do evento na Serra Gaúcha. Segundo ela, este é o segundo ano consecutivo que o Festival de Gramado é seletiva para os curtas-metragens de Málaga, na Espanha, além do acordo de cooperação com os Festivais de Cinema de Berlim e da Colômbia (de Cartagena, que é o mais antigo das Américas).
Fortalecimento do mercado audiovisual
Ainda de acordo com Rosa Helena, além de filmes e séries inéditas, a iniciativa da Gramado Film Market, a plataforma de mercado e negócios do festival, fortalece ainda mais o compromisso do evento com a indústria audiovisual brasileira. Outro destaque da dirigente ficou por conta do investimento na formação de talentos. Por meio do projeto Educavídeo, por exemplo, o projeto foca no processo educacional nas escolas municipais de Gramado o ano todo. “Esse ano é um marco para o programa, pois ele completa 15 anos. É sobre deixar um legado de produção cinematográfica dentro da cidade”, comemorou.

